Correio do Povo | Notícias | Ministério da Fazenda poderá rever projeção do PIB para menos

Porto Alegre

16ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 16/05/2018
  • 13:54
  • Atualização: 14:30

Ministério da Fazenda poderá rever projeção do PIB para menos

Previsão atual é de aumento de 3% do Produto Interno Bruto

"Fazenda está revendo o modelo", diz o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida | Foto: Arquivo / Agência Brasil / CP

  • Comentários
  • Agência Brasil

O Ministério da Fazenda poderá rever para menos a previsão de crescimento do país neste ano, informou nesta quarta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida. A previsão atual é de aumento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país).

A declaração foi feita a jornalistas após a divulgação, nesta manhã, do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao do último trimestre do ano passado. O IBC-Br foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. O indicador oficial é o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que será divulgado no próximo dia 30.

"Não é novidade para ninguém que, nos últimos meses, alguns indicadores de atividade estão vindo um pouco mais fracos do que se esperava", disse Mansueto. "A Fazenda está revendo o modelo. Possivelmente, a gente vá ter algum resultado de qual o número da Fazenda, talvez na semana que vem, durante a revisão das metas bimestrais. Se houver um novo número", ponderou. O secretário do Tesouro ressaltou que o mercado também revisou a meta: a projeção passou de cerca de 3,5% a 4% para 2,5% a 3%.

No último boletim Focus, a estimativa do mercado foi de 2,51%. "Vamos levar em conta que saímos de dois anos muito difíceis, dois anos seguidos de queda de PIB. No Brasil, é algo anormal o que aconteceu em 2015 e 2016. A última vez que isso aconteceu foi no inicio da década de 30", disse Mansueto. Ele ressaltou que a arrecadação não está sendo afetada e cresce em ritmo mais acelerado que a produção do país. Com crescimento de 3,95%, a arrecadação teve o melhor resultado para março desde 2015. "O mês de abril ainda não tem número fechado, mas (a arrecadação) também foi boa, além das expectativas."