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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

  • 04/12/2018
  • 18:41
  • Atualização: 18:46

Fiergs aposta em alta de 2,8% para o PIB do País em 2019

Projeção para Rio Grande do Sul é uma aceleração menos intensa com 2,4%

Gilberto Petry acredita que o desempenho da economia poderá ser estimulado pela confiança de investidores no futuro governo de Jair Bolsonaro | Foto: Alina Souza

Gilberto Petry acredita que o desempenho da economia poderá ser estimulado pela confiança de investidores no futuro governo de Jair Bolsonaro | Foto: Alina Souza

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Deve ser de 2,8% a alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, em decorrência da diminuição da incerteza e do avanço na agenda de reformas. Já o Rio Grande do Sul tende a apresentar uma aceleração menos intensa, com crescimento de 2,4%, por conta da continuidade do delicado quadro das finanças públicas. As projeções, otimistas, foram apresentadas nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em entrevista coletiva de balanço do ano e projeções para o próximo.

O presidente, Gilberto Petry, acredita que o desempenho da economia poderá ser estimulado pela confiança de investidores no futuro governo de Jair Bolsonaro, por conta das prometidas reformas. O economista-chefe da Fiergs, André Francisco Nunes de Nunes, ressaltou que são boas as perspectivas para o próximo ano. Será "um ano típico, sem Copa do Mundo, eleições e feriados prolongados", lembrou. Caso o futuro governo não consiga avançar na agenda de reformas e o ambiente externo não encontrar o equilíbrio, a alta do PIB não ultrapassará 1,6%.

No cenário mais otimista da projeção, citado pela Fiergs, com implementação “rápida” de reformas e melhora no quadro fiscal, o avanço do PIB poderá saltar para 3,6%. Para o Rio Grande do Sul, a entidade projeta crescimento do PIB de 1,2% no quadro mais pessimista. No mais otimista, o índice poderá chegar a 3,8%.

Em relação à continuidade das alíquotas do ICMS, elevadas desde 2015, Petry afirmou que a Fiergs propõe a criação de um grupo de trabalho com outras entidades da economia para a "discussão de alternativas". Mas reconheceu que o novo governador terá um trabalho enorme pela frente por não ser fácil encaminhar medidas à Assembleia Legislava, que mexem com a vida das pessoas.

Comparações do balanço anterior

Em dezembro de 2017, a Fiergs projetou que o PIB brasileiro cresceria 2,7% em 2018, variando de 1,8%, no pior cenário, a 3,2%, no melhor. As estimativas foram abaladas pelo desempenho aquém do esperado para a economia desde janeiro. A previsão mais recente de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central é de que o PIB fechará o ano com avanço de 1,32%.

No ano passado, a Fiergs também estimou alta de 2% para a economia gaúcha, com possibilidade de flutuação entre 0,8% e 3,2%. Novamente as expectativas foram frustradas pela contaminação da economia gaúcha pela crise nacional. As previsões mais atualizadas indicam uma taxa positiva para o PIB gaúcho, porém na faixa de 1,1%.

Quanto ao desempenho da indústria no Rio Grande do Sul, a produção tem expandido mais em relação a do Brasil. Entre janeiro e setembro passados, a produção industrial cresceu 1,9% no país, enquanto no RS a taxa foi de 4,7%. A Fiergs, contudo, acha que o Estado está "mais distante de recuperar o nível de produção anterior à crise".

Por exemplo, em relação à produção alcançada em 2013, o nível de 2018 está (-) 14,2%. A mesma comparação, no plano nacional, mostra que a produção brasileira está (-) 12,5% em relação a de 2013. Em 2018, quatro setores cresceram acima da média, no RS. Eles concentram 81% do crescimento total de janeiro a setembro: celulose e papel (36,6%), veículos (21,2%), metalurgia ( 12,3%) e produtos de metal (9,8%).

A indústria da construção civil apresenta queda de 2,6% no acumulado até setembro e vem de um histórico de 18 semestres de queda, conforme a Fiergs.