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Porto Alegre, terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

  • 07/12/2018
  • 09:42
  • Atualização: 10:13

Porto Alegre tem a segunda menor variação no IPCA em novembro, indica IBGE

Capital gaúcha apresentou taxa de -0,42%

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A grande maioria das áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou queda nos preços de outubro para novembro no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Porto Alegre, por exemplo, tem a segunda menor variação de um mês para outro (-0,42%), perdendo apenas para Brasília, cujo índice ficou em -0,43%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira. No acumulado do ano, a Capital gaúcha apresentou taxa de 4,35%, e nos últimos 12 meses o índice registrou variação de 4,63%.  

Segundo o IBGE, as únicas áreas que não mostram queda nos preços de outubro para novembro são a região metropolitana de Fortaleza (0,06%) e de Goiânia (0,34%), caracterizando-se como a maior variação entre as regiões, em virtude da alta de 23,58% no tomate e de 4,34% na energia elétrica em decorrência do reajuste de 15,56% nas tarifas em vigor desde 22 de outubro.

Índice do país 

O índice do país em novembro apresentou variação de -0,21%, segundo dados divulgados pelo IBGE. Conforme a entidade, este resultado foi o menor para o mês desde a implantação do Plano Real, em 1994. Anteriormente, em outubro, a taxa foi de 0,45%.

O IBGE ainda relatou que o índice também é o mais baixo desde junho de 2017, quando o IPCA ficou em -0,23%. Em novembro de 2017, a taxa atingiu 0,28%. O acumulado no ano ficou em 3,59%, acima dos 2,50% registrados em igual período de 2017. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 4,05%, abaixo dos 4,56% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2017, a taxa atingiu 0,28%.

De acordo com o IBGE, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram deflação de outubro para novembro. O destaque vai para os Transportes (-0,74%), grupo responsável pelo maior impacto negativo no IPCA de novembro, com -0,14 ponto percentual (p.p.), e Habitação (-0,71% e -0,11p.p.). No lado das altas, a maior contribuição (0,10 p.p.) ficou com o grupo Alimentação e bebidas, cuja variação foi de 0,39%.