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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de Maio de 2018

  • 07/02/2018
  • 14:57
  • Atualização: 15:00

Cesta básica de Porto Alegre tem alta de 4,67% em janeiro e passa a custar R$ 446,69

Alta dos preços foi puxada pelos produtos in natura e pela carne

Alta dos preços foi puxada pelos produtos in natura e pela carne | Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

Alta dos preços foi puxada pelos produtos in natura e pela carne | Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

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A cesta básica em Porto Alegre, a mais cara do País, há varios meses seguidos, segue batendo recordes. Em janeiro, o conjunto de de gêneros alimentícios essenciais registrou alta de 4,67%, passando de R$ 426,74 em dezembro de 2017 para os atuais R$ 446,69, segundo dados divulgados nesta quarta pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com isso, a Capital segue liderando entre as capitais. Rio de Janeiro (R$ 443,81) e São Paulo (R$ 439,20) completam o "pódio" da cesta básica. Os menores valores médios foram observados em Salvador

(R$ 333,98) e Aracaju (R$ 349,97).

Em Porto Alegre, a alta foi puxada pelos produtos in natura e pela carne. Dos 13 itens pesquisados, cinco registraram elevação de preço. O valor, em Porto Alegre, representa 50,89% do salário mínimo líquido. 

Na avaliação mensal, dos treze produtos que compõem o conjunto de produtos, cinco subiram de preço: o tomate (34,84%), a banana (5,90%), a carne (4,39%), a batata (2,52%) e o óleo de soja (1,26%). Em sentido inverso, sete itens ficaram mais baratos: o feijão (-5,27%), o leite (-4,55%) o açúcar (-3,28%), o café (-2,75%), o arroz (-2,62%), o pão (-1,88%) e a manteiga (-1,46%). A farinha de trigo foi o único item que não registrou variação no mês.

Pelo Brasil

Em janeiro, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou nas 20 capitais em que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As altas mais expressivas ocorreram em João Pessoa (11,91%), Brasília (9,67%), Natal (8,85%), Vitória (8,45%) e Recife (7,32%). As menores taxas positivas foram anotadas nas cidades de Goiânia (0,42%) e Manaus

(2,59%).

Com base na cesta mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia,

saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.752,65, ou 3,93 vezes o mínimo, já reajustado abaixo da inflação, no valor de R$ 954,00. Em 2017, o salário mínimo era de R$ 937 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.811,29 (ou

4,07 vezes o mínimo então em vigor) em janeiro e a R$ 3.585,05 (ou 3,83 vezes o piso vigente) em dezembro.