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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de Maio de 2018

  • 07/02/2018
  • 20:43
  • Atualização: 20:46

Dólar avança ante rivais com acordo no Senado dos EUA para impedir paralisação

Moeda americana fechou em alta de 0,75% no maior nível em duas semanas

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O dólar apresentou avanço em relação a outras moedas principais nesta quarta-feira, com os investidores avaliando positivamente o acordo atingido pelos líderes republicanos e democratas no Senado dos Estados Unidos em torno do orçamento do governo federal.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia para 109,63 ienes, enquanto o euro recuava para US$ 1,2264 e a libra cedia para US$ 1,3878. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas fortes, fechou em alta de 0,75%, aos 90,255 pontos, no maior nível em duas semanas.

Com a aproximação do limite do prazo para que o Congresso americano aprove um projeto de orçamento que impeça a paralisação do governo de Donald Trump, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, e o líder democrata, Chuck Schumer, anunciaram um acordo que prolonga o financiamento à administração em dois anos. A divulgação do plano dos senadores apaga o projeto de lei aprovado na noite de terça-feira na Câmara dos Representantes, que previa uma extensão de seis semanas do financiamento.

A moeda americana também foi influenciada pela política monetária nos EUA e na zona do euro. O presidente da distrital de Chicago do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Charles Evans, afirmou nesta quarta-feira que, se os dirigentes tiverem mais confiança de que a inflação irá avançar, "mais elevações de juros seriam necessárias". Além disso, ele comentou ser a favor de uma ampliação no ritmo de aperto caso a inflação suba mais rápido que o esperado.

Já o presidente do banco central da Áustria, Ewald Nowotny, que integra o conselho diretivo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que as políticas de Trump "definitivamente" representam um fator perigoso ou incerto pra o mundo financeiro e econômico internacional. Para ele, o Departamento do Tesouro dos EUA "quer empurrar deliberadamente o dólar para baixo e mantê-lo pressionado", o que revela ser um "fator impressionante" na política cambial americana.

Na Chicago Mercantile Exchange (CME), o contrato de bitcoin para fevereiro fechou em alta de 9,20%, cotado a US$ 8.245,00, ainda em recuperação após o tombo registrado na segunda-feira. De acordo com Nowotny, a moeda virtual "não representa perigo" para a estabilidade do mercado financeiro, mas precisa de regulamentação.