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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

  • 23/02/2018
  • 10:19
  • Atualização: 10:43

Porto Alegre é única capital com alta na energia elétrica em fevereiro, aponta IBGE

Em dezembro, reajuste de 29,60% da tarifa da CEEE afetou um terço dos gaúchos

IPCA-15 aponta inflação de 1,33% na conta de luz em Porto Alegre | Foto: Fernando C. Vieira / Grupo CEEE / Divulgação / CP

IPCA-15 aponta inflação de 1,33% na conta de luz em Porto Alegre | Foto: Fernando C. Vieira / Grupo CEEE / Divulgação / CP

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Porto Alegre é a única capital brasileira que registrou aumento na tarifa de energia elétrica em fevereiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prévia da inflação da capital gaúcha ficou em 1,33% em fevereiro - influenciada pelo acrescimento de 29,60% na tarifa de luz - enquanto isso, Goiânia (GO) teve redução no serviço em 5,84%.

O aumento da tarifa em Porto Alegre influenciou a prévia da inflação para o serviço de habitação – com redução de 0,51%, o setor registrou o maior impacto negativo em fevereiro, de acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

Após uma série de polêmicas, o Tribunal de Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve o reajuste de quase 30% na tarifa de energia elétrica da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que entrou em vigor em dezembro de 2017.

A CEEE é responsável pela concessão de energia de 72 municípios da região Metropolitana, Sul, Litoral e Campanha gaúcha. O aumento de energia impacta na vida de cerca de 1,6 milhão de economias, o que equivale a 4,8 milhões de pessoas ou um terço da população gaúcha.

O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Contudo, devido ao alto valor a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul (OAB-RS) entrou com recurso para para suspender o aumento da tarifa. A ação foi negada pelo TRF4, que, na época, alegou que o Judiciário não tem legitimidade para substituir a Aneel em decisões técnicas, que envolvem múltiplos e complexos fatores.

Capitais pesquisadas

Salvador: -1,90

Rio de Janeiro: -2,45

São Paulo: -2,91

Belém: -3,23

Belo Horizonte: -3,96

Porto Alegre: 1,33

Curitiba: -5,14

Recife: -3,91

Fortaleza: -3,83

Goiânia: -5,84

Brasília: -2,91