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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 28/02/2018
  • 08:44
  • Atualização: 08:53

Confiança de serviços sobe 1,3 ponto em fevereiro ante janeiro, revela FGV

Entre as consequências da melhora está o ímpeto de contratação das empresas para os próximos três meses

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,3 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, para 93,1 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Com o resultado, o índice atinge o maior nível desde abril de 2014, quando estava em 95,9 pontos. "Os sinais de recuperação dos indicadores de confiança são ainda moderados, sugerindo continuidade da tendência de recuperação gradual no ritmo de atividade. Um efeito importante da melhora do humor das empresas é a melhora do indicador de ímpeto de contratação para os próximos três meses, que atingiu o maior nível desde agosto de 2014", avaliou Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Houve melhora na confiança em cinco das 13 principais atividades pesquisadas. "Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos meses, em fevereiro o crescimento da confiança esteve menos disseminado, concentrando-se em 38% dos segmentos pesquisados", ponderou Sales. O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 1,2 ponto em fevereiro, para 87,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 1,5 ponto, para 98,9 pontos. O destaque no ISA-S foi o indicador que mede o volume de demanda atual, com elevação de 1,5 ponto, para 87,2 pontos. No IE-S, a maior contribuição foi do indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes, com aumento de 2,0 pontos, para 101,1 pontos.

O indicador que mede o ímpeto de contratações cresceu em fevereiro, alcançando um saldo positivo de 5,6 pontos entre empresas prevendo aumento e redução do quadro de pessoal. "Este movimento é relevante porque o setor de Serviços é o que mais emprega na economia. A evolução favorável vem sendo confirmada, com defasagem, pelos números recentes do emprego formal (Caged), que apontam para o início de uma fase de recuperação do contingente de ocupados no setor", completou Sales, na nota. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de Serviços recuou 0,1 ponto porcentual em fevereiro ante janeiro, para 82,2%. A coleta de dados para a edição de fevereiro da Sondagem de Serviços foi realizada entre os dias 1º e 23 deste mês.