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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 28/02/2018
  • 15:07
  • Atualização: 15:40

Desemprego registra leve queda para 12,1% na Região Metropolitana

Pesquisa da FEE aponta que numero total de pessoas desempregadas foi de 227 mil

Região Metropolitana teve redução no desemprego em janeiro | Foto: Alina Souza

Região Metropolitana teve redução no desemprego em janeiro | Foto: Alina Souza

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  • Henrique Massaro

No mês de janeiro, a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) apresentou redução na taxa de desemprego e aumento de ocupação com relação a dezembro do ano passado. Os números, divulgados na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), são considerados positivos para esta época do ano. No entanto, não é possível afirmar se eles irão se manter nos próximos meses.

De acordo com a economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Iracema Castelo Branco, uma das supervisoras da pesquisa, não há indicadores da economia que possibilitem afirmar que o crescimento do emprego vai continuar de forma sustentável. “O que acontece é que sempre que a gente sai de um processo de recessão, passa por esses períodos de oscilação. Nesse momento, o resultado é positivo, mas nada traz, com garantia, que isso vá se manter nos próximos meses”, explicou.

Ao todo, o desemprego da População Economicamente Ativa (PEA) da Região Metropolitana diminuiu dos 12,8% apresentados em dezembro de 2017 para 12,1% em janeiro deste ano. A taxa de desemprego aberto, especificamente, caiu de 10,9% para 10,4% e a do desemprego oculto mostrou uma variação de 1,9% para 1,7%. O numero total de pessoas desempregadas foi de 227 mil, o que corresponde a 12 mil a menos do que o mês anterior.

A razão disso foi a elevação do nível de ocupação ter sido maior que o aumento da força de trabalho. Foram gerados 23 mil novos postos de trabalho (1,4%), enquanto 11 mil pessoas ingressaram no mercado (0,6%). A taxa de participação mudou de 52,3% pra 52,7%. Houve ainda aumento no total de assalariados (mais 19 mi pessoas, ou 1,7%), com elevação n setor privado (mais 20 mil, ou 2,1%) e redução considerada pequena no público (menos 1 mil, ou -0,6%). O emprego com carteira assinada também cresceu, com mais 13 mil pessoas no setor privado.

Apesar do aumento geral da ocupação, o número de trabalhadores sem carteira também aumentou. No setor privado, foram mais 7 mil pessoas trabalhando de forma irregular, o que representa um aumento de 7,5%. “De certa forma, quando a gente olha para os dados no longo prazo, observa que esse início de 2018, embora tenha tido esse resultado positivo, em termos gerais a gente está em uma trajetória onde a geração dos empregos são aqueles mais precários para os trabalhadores”, afirmou a economista.

Segundo ela, as ocupações irregulares acontecem no setor de serviços e comércio, onde ainda ocorre muito trabalho autônomo e sem carteira assinada. Iracema e outros pesquisadores também comentaram sobre a possibilidade de encerramento das atividades da FEE como parte do plano de recuperação do governo estadual. Dessa forma, o futuro da PED nos próximos meses é incerto. Segundo a pesquisadora, no entanto, isso não afeta a rotina de trabalho. “Não existem motivos para que sejam descontinuadas pesquisas importantes para o Estado.”