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Porto Alegre, sábado, 23 de Junho de 2018

  • 09/03/2018
  • 08:59
  • Atualização: 09:08

Aumenta o nível de endividamento do consumidor no RS em fevereiro, diz Fecomércio

Parcelamento de salários dificultou quitação de dívidas no prazo, segundo entidade

Fevereiro registra aumento no nível de endividamento do consumidor no RS, diz Fecomércio | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Fevereiro registra aumento no nível de endividamento do consumidor no RS, diz Fecomércio | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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O mês de fevereiro registrou elevação no nível de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) no Rio Grande do Sul, conforme pesquisa da Fecomércio-RS. Os dados divulgados nesta sexta-feira mostram que o percentual ficou em 70,1% contra 68,0% do mesmo período do ano passado. A perspectiva de pagamento de dívidas em atraso, no entanto, seguiu em recuperação em fevereiro de 2018.

Segundo a pesquisa, o cenário atual de taxa básica de juros reduzida e mercado de trabalho em recuperação contribuiu para o avanço do endividamento na comparação interanual. A alta no endividamento reflete principalmente o aumento concessão de crédito para pessoa física. “Embora a recuperação do mercado de trabalho venha ocorrendo com a geração de postos informais, ela tem ajudado na queda do nível de endividamento das famílias com renda de até 10 salários mínimos”, destaca o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. 

Tempo da dívida sofre queda 

Em fevereiro deste ano, houve estabilidade no indicador que mede a parcela da renda comprometida com dívidas, atingindo 32,8%, enquanto o tempo de comprometimento da dívida no período de 12 meses caiu para 7,9 meses. O cartão de crédito continua com o maior peso na composição do endividamento dos gaúchos (76,8%), seguido por carnês (42,1%), crédito pessoal (19,3%) e financiamento de veículos (11,2%).

O percentual de famílias com dívidas em atraso cresceu na comparação interanual, saindo de 28,8% em fevereiro de 2017 para 40,5% em fevereiro/2018. De acordo com a pesquisa, embora os rendimentos das famílias tenham melhorado no período, muitas ainda não conseguem honrar as dívidas no prazo. Parte desta dificuldade é reflexo do parcelamento dos salários do funcionalismo gaúcho. 

O número de gaúchos que não terão condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias apresentou queda significativa, passando de 15,8% em fevereiro de 2017 para 6,8% em fevereiro deste ano. De acordo com a Fecomércio-RS, o aumento no contingente de pessoas ocupadas, mesmo que em posições informais ou por conta própria, contribui para o desse percentual.