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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

  • 28/03/2018
  • 14:43
  • Atualização: 15:04

Taxa de desemprego cai na Região Metropolitana em fevereiro

Número de desempregados teve redução estimada de 8 mil em relação ao mês anterior

Taxa de desemprego caiu na Região Metropolitana em fevereiro | Foto: André Ávila / CP Memória

Taxa de desemprego caiu na Região Metropolitana em fevereiro | Foto: André Ávila / CP Memória

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A taxa de desemprego total a População Economicamente Ativa (PEA) caiu de 12,1%, em janeiro de 2018, para 11,7% em fevereiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O número total de desempregados foi estimado em 219 mil pessoas, uma redução de 8 mil em relação ao mês anterior. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). O resultado positivo foi consequência da criação de oito mil postos de trabalho, uma elevação de 0,5% no nível ocupacional.

A taxa de participação manteve-se relativamente estável, ao passar de 52,7% para 52,8%, no período. Houve aumento na indústria de transformação (geração de 10 mil postos de trabalho, ou 3,6%) e estabilidade na construção. Reduziu-se a ocupação no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (eliminação de 4 mil postos de trabalho, ou -1,1%) e nos serviços (-4 mil, ou -0,5%). “Quando a indústria é positiva o cenário é melhor porque são empregos com carteira assinada, com mais garantias”, aponta a economista da FEE, Iracema Castelo Branco.

Contudo, o crescimento na indústria pode apresentar variações no seu reflexo na geração de empregos. Já a economista da FEE, Cecília Hoff, disse que “o crescimento do emprego na indústria é recente e o número de trabalhadores empregados neste setor ainda está muito próximo do observado no ano passado. Na comparação anual, o único setor que apresentou uma elevação mais significativa do emprego foi o comércio”.

Segundo a posição na ocupação, aumentou o contingente de assalariados (mais 14 mil, ou 1,2%), tanto no setor privado (mais 12 mil, ou 1,2%) quanto no setor público (mais 2 mil, ou 1,3%). No setor privado aumentou o emprego com carteira assinada (mais 12 mil, ou 1,4%) e permaneceu estável o sem carteira. Houve aumento da ocupação entre os empregados domésticos (mais 2 mil, ou 2,0%), redução entre os trabalhadores autônomos (menos 7 mil, ou -2,7%) e relativa estabilidade entre os classificados nas demais posições (menos 1 mil, ou -0,6%). O rendimento médio real aumentou para o total de ocupados (1,9%), assalariados (1,0%) e autônomos (2,2%), entre janeiro e fevereiro de 2018, alcançando R$ 1.923, R$ 1.977 e R$ 1.572, respectivamente.