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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 09/04/2018
  • 09:21
  • Atualização: 09:25

Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 3,54% para 3,53%

Projeção permaneceu abaixo do centro da meta de 4,5% mas acima do limite inferior de 3%

Projeção permaneceu abaixo do centro da meta de 4,5% mas acima do limite inferior de 3% | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Projeção permaneceu abaixo do centro da meta de 4,5% mas acima do limite inferior de 3% | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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  • Agência Brasil

O mercado financeiro reduziu pela décima semana seguida a estimativa para a inflação este ano. Nesta segunda-feira, a projeção do mercado para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi levemente reduzida de 3,54% para 3,53%, de acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,08% para 4,09%, abaixo do centro da meta (4,25%). Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano. A estimativa para o crescimento este ano do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu pela segunda vez seguida, ao passar de 2,84% para 2,80%. Para 2019, a projeção é mantida em 3%.