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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

  • 18/04/2018
  • 14:39
  • Atualização: 14:46

Diretor do BC reafirma perspectiva de corte adicional da Selic no Copom em maio

Pronunciamento foi feito durante evento em Washington, nos Estados Unidos

Pronunciamento foi feito durante evento em Washington, nos Estados Unidos | Foto: Marcos Santos/ USP Imagens / CP

Pronunciamento foi feito durante evento em Washington, nos Estados Unidos | Foto: Marcos Santos/ USP Imagens / CP

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O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tiago Couto Berriel, reafirmou nesta quarta-feira, durante evento em Washington, nos Estados Unidos, a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova um corte adicional da Selic em seu próximo encontro, em maio. "O comitê entende que uma flexibilização monetária adicional é apropriada e julga que um estímulo adicional mitiga o risco de convergência tardia da inflação às metas", afirmou, em referência à reunião do próximo mês do colegiado.

Em relação aos encontros seguintes, Berriel afirmou que "o comitê considera apropriado interromper o processo de flexibilização monetária em curso, para avaliar os próximos passos, à luz do horizonte relevante para a política monetária". Berriel retomou ainda uma ideia presente nas comunicações mais recentes do BC, inclusive nas declarações do presidente da instituição, Ilan Goldfajn: a de que o Copom entende que a política monetária deve balancear duas dimensões.

Segundo ele, a primeira dimensão diz respeito à garantia de que a inflação convirja para meta em ritmo adequado. Já a segunda está ligada à garantia de que o ambiente de baixa inflação perdure, mesmo em caso de choques adversos. "O comitê reafirma que a política monetária tem flexibilidade para reagir a riscos em ambas as direções", acrescentou Berriel.

Em seus apontamentos, Berriel também reafirmou que o Brasil está se recuperando de forma consistente. Para ele, o crescimento sustentável irá exigir uma recuperação dos investimentos e a implementação das reformas, em especial as da área fiscal.

Em outro ponto de sua fala, Berriel reafirmou que o Brasil é, atualmente, menos vulnerável a choques externos. Além disso, ele destacou iniciativas do BC que estão em andamento, como o projeto de autonomia da instituição, em discussão no governo e no Congresso.