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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 02/05/2018
  • 13:12
  • Atualização: 13:17

BNDES capta um bilhão de dólares no mercado internacional para projetos de energia eólica

Rio Grande do Sul deve ser contemplado, assim como outros estados, por usinas de 1.323 megawatts

Rio Grande do Sul deve ser contemplado, assim como outros estados, por usinas de 1.323 megawatts | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Rio Grande do Sul deve ser contemplado, assim como outros estados, por usinas de 1.323 megawatts | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou US$ 1 bilhão no mercado internacional que serão usados em oito projetos de geração eólica, em seis Estados: Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul. Juntas, as usinas terão capacidade instalada de 1.323 megawatts (MW). A informação faz parte do Relatório Anual Green Bond, lançado nesta quarta-feira.

Essa é a primeira vez que um banco brasileiro divulga documento com essas características. A captação em títulos verdes (green bonds) foi concluída em maio do ano passado e vence em 2024. Os papeis têm características similares aos bonds convencionais, mas o dinheiro foi destinado exclusivamente a projetos considerados ambientalmente sustentáveis, atestados por uma empresa verificadora especializada na área ambiental.

Segundo o BNDES, os investimentos em parques eólicos, principalmente na região Nordeste do País, são um dos destaques do seu desempenho trimestral. "Eles ajudaram a impulsionar os desembolsos do segmento de energia elétrica, que atingiram R$ 1,7 bilhão nos primeiros três meses do ano", informou o banco em nota.

"Os green bonds abordados na publicação lançada hoje ajudaram a consolidar a presença internacional do BNDES e proporcionam uma série de benefícios, entre os quais podem-se citar: reforçam a prioridade dada pelo banco ao tema da sustentabilidade socioambiental; promovem a difusão das melhores práticas de gestão socioambiental; incentivam o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds; e constroem um novo ponto de referência em sua estrutura a termo de taxa de juros internacionais", acrescentou.