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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 05/06/2018
  • 13:49
  • Atualização: 15:56

Levantamento do Procon revela disparidade de preços de combustíveis

Valores da gasolina e do diesel variam, respectivamente, R$ 0,65 e R$ 0,30 entre 50 locais divulgados pelo órgão

Movimento foi considerado baixo em posto da Av. Borges de Medeiros | Foto: Alina Souza

Movimento foi considerado baixo em posto da Av. Borges de Medeiros | Foto: Alina Souza

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  • Henrique Massaro

Uma semana depois do fim da greve dos caminhoneiros, o reflexo nos postos de combustíveis, além do aumento do preço da gasolina e da redução do diesel, é de disparidade de valores. Em Porto Alegre, as cobranças chegam a variar, respectivamente, R$ 0,65 e R$ 0,30 entre os 50 locais divulgados em uma lista do Procon. Apesar disso, até o final da manhã desta terça-feira, a entidade ainda não havia registrado nenhuma denúncia relativa a custos abusivos.

Em um posto da avenida Borges de Medeiros, o movimento na manhã desta terça-feira era considerado baixo. Em cerca de dez minutos, apenas dois carros param para abastecer. O motivo, da pouca circulação de clientes, segundo alguns frentistas, é que o local atualmente é dos mais caros para se colocar gasolina em Porto Alegre, com um preço de R$ 4,899.

O local também não tem sido abastecido como era antes da greve. Na segunda-feira, foram apenas cinco mil litros recebidos, sendo que, normalmente, a quantidade era entre 10 mil e 15 mil. “É uma disparidade de preços horrível”, disse o taxista César Santos, que passou pelo local na desta terça-feira. Ele, que utiliza essencialmente gás no carro, abasteceu somente R$ 20,00 de gasolina.

Fábio da Silva também reclamou da oscilação de preços ao abastecer no estabelecimento. Ele disse que, antes da paralisação, chegava a pagar R$ 4,49 pelo litro da gasolina, mas recentemente chegou a pagar R$ 4,99 em um posto da zona norte da cidade. Em um posto do bairro Santana, a movimentação é bem diferente. Diversos carros são vistos abastecendo e aproveitando o provável menor preço de gasolina da Capital: R$ 4,599 o litro.

De acordo com o frentista Ademir Machado que trabalha há 16 anos ali, a decisão de manter os valores mais baixos foi do proprietário do posto, já que o local não se trata de uma rede. “Não adianta botar a margem muito alta e não vender”, comentou. Além da gasolina, a lista do Procon contemplou as variações do álcool - de R$ 3,549 a R$ 4,19 – e do diesel - de R$ 3,149 a R$ 3,799. Com relação a este último, alguns frentistas comentaram que há postos mantendo o mesmo preço de antes da greve. O motivo é que, durante a paralisação, a cobrança subiu e, com a redução de R$ 0,46 determinada pelo governo, o valor acabou retornando para onde estava.

Moradores da Capital podem fazer denúncias com relação a preços considerados abusivos pelo site do Procon ou diretamente na sede, localizada na rua dos Andradas, 686. Os consumidores também podem incluir os postos mais próximos de sua casa na pesquisa de preços da entidade. Quem quiser contribuir, pode entrar em contato através do Twitter ou Facebook do órgão.