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  • 07/06/2018
  • 08:42
  • Atualização: 09:04

Leilão por áreas do pré-sal tem recorde de inscrições

Dezesseis companhias foram habilitadas a participar, além de multinacionais

Leilão por áreas do pré-sal tem recorde de inscrição  | Foto: Agência Petrobras / Divulgação / CP

Leilão por áreas do pré-sal tem recorde de inscrição | Foto: Agência Petrobras / Divulgação / CP

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A Agência Nacional do Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis (ANP) faz, nesta quinta feira, o quarto leilão de áreas de pré-sal, no Rio Janeiro. Sob o comando de Ivan Monteiro, que assumiu a presidência na última terça-feira, a Petrobrás deve ser atuante na concorrência pelo local, pelo qual demonstrou interesse em três das quatro áreas que serão oferecidas – Dois Irmãos, na Bacia de Campos, e Três Marias e Uirapuru, na Bacia de Santos. As informações são do jornal Estado de São Paulo.

Além dessas, também será licitada a área de Itaimbezinho, na Bacia de Santos. A empresa concentrou suas apostas nos ativos que considera mais promissores e pouco ofertou nos demais. A crise recente gerada pela greve dos caminhoneiros contra o aumento do valor do diesel não deve interferir em iniciativas da petroleira, segundo o secretário executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) Antônio Guimarães.

A ANP registrou número recorde de inscrição para uma concorrência por pré-sal. Dezesseis companhias foram habilitadas a participar do leilão. Além disso, foram atraídas multinacionais como ExxonMobil e Shell, presenças recorrentes nas licitações deste e do último ano. Nos leilões de partilha, saem vencedoras as empresas que oferecem à União a maior fatia do petróleo e do gás natural que serão produzidos, a partir de um porcentual mínimo fixado no edital. O bônus de assinatura, pago ao Tesouro no ato da assinatura dos contratos, possivelmente ainda neste ano, também é fixado previamente. O valor mínimo é de R$ 3,2 bilhões.

A ANP espera realizar mais um leilão do pré-sal neste ano, mas deve chegar em acordo com a Petrobras primeiro. Em contrato firmado em 2010, cerca de 5 bilhões de barris de óleo deveriam ser cedidos, no entanto, como descoberta na região superou o volume, a parte que excedeu deve ser ofertada ao mercado.