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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 09/06/2018
  • 09:08
  • Atualização: 09:15

Instabilidade do dólar afeta compra e viagens

Comércio e turismo mostram grande expectativa diante da forte oscilação da moeda americana

Nas casas especializadas, flutuação é acompanhada de perto pela população | Foto: Ricardo Giusti

Nas casas especializadas, flutuação é acompanhada de perto pela população | Foto: Ricardo Giusti

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As flutuações do dólar ligadas principalmente à crise política e à instabilidade econômica têm gerado problemas no dia a dia dos brasileiros. No turismo, por exemplo, segmento que não registra crises com frequência, a situação está controlada por enquanto e há expectativa de estabilidade da moeda. Ao mesmo tempo, porém, a variação assusta. O dólar vinha em disparada e baixou pela primeira vez ontem após três dias, caindo de R$ 3,91 a R$ 3,70.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do RS (Abav/RS), João Augusto Machado, no primeiro momento as pessoas se assustam, mas depois voltam a comprar: “O valor de um pacote, dependendo do destino, às vezes chega a subir 10% de uma semana a outra por causa do câmbio. Esperamos que o dólar volte a baixar”, ressaltou.

“Esperamos que seja como as altas anteriores, quando conseguíamos notar as primeiras subidas e depois havia uma freada, demonstrando certa estabilidade. Infelizmente este cenário atrapalha, mas temos percebido que os aviões, tanto para o exterior quanto destinos nacionais, têm saído lotados”, explicou. Segundo Machado, companhias aéreas mudam estratégias quando notam que o câmbio está alterando a rotina. “Ao perceberem que a situação fica complicada, lançam promoções, o que acaba baixando o valor das passagens”, disse.

Para a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, as pessoas pensam que não são afetadas pelo câmbio porque não viajam ao exterior, o que é um erro. O câmbio, ressalta, pode pressionar a inflação de várias maneiras: nos produtos importados e nos produtos com preços definidos no mercado internacional. Além disso, observa, há a brecha para que itens nacionais também fiquem mais caros. “Os preços sobem e o poder de compra diminui. Se a inflação aumenta, posso deixar de comprar certos itens, e como consequência há impacto para os demais setores da economia”, concluiu.