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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 20/06/2018
  • 18:43
  • Atualização: 18:48

Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

Copom destacou que greve dos caminhoneiros trouxe incertezas para a economia

Selic é principal instrumento do Banco Central para manter inflação oficial sob controle | Foto: Pedro Ladeira / AFP / Getty Images / CP Memória

Selic é principal instrumento do Banco Central para manter inflação oficial sob controle | Foto: Pedro Ladeira / AFP / Getty Images / CP Memória

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  • Agência Brasil

Pela segunda vez seguida, o Banco Central (BC) manteve a taxa dos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu em 6,5% ao ano a Selic. A decisão já era esperada pelos analistas financeiros.

Em nota, o Copom destacou que a greve dos caminhoneiros trouxe incertezas que dificultam a avaliação das perspectivas para a economia. “A paralisação no setor de transporte de cargas no mês de maio dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica. Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação”, ressaltou o texto.

Segundo o comunicado, a instabilidade na economia internacional também contribuiu para a manutenção dos juros básicos. “O cenário externo seguiu mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”, informou o Copom.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março deste ano.

Na última reunião do Copom, em maio, a Selic tinha sido mantida em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 2,86% nos 12 meses terminados em maio, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. O IPCA de junho só será divulgado no início de julho.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.


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