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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 07/08/2018
  • 09:14
  • Atualização: 10:07

Indicador antecedente de emprego é o menor desde dezembro de 2016

De acordo com os números, a geração de emprego nos próximos meses será modesta

Índice está próximo da média histórica de 87 pontos | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Índice está próximo da média histórica de 87 pontos | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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  • Agência Brasil

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 0,8 pontos em julho em comparação a junho, chegando a 94,7 pontos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Após cinco meses consecutivos de quedas, o indicador atingiu o menor nível desde dezembro de 2016, quando estava em 90 pontos.

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"O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia à crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado", avaliou o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, em nota oficial.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) diminuiu 1 ponto em julho em relação ao mês anterior, alcançanco 96,1 pontos. O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País. "O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) continua mostrando sua estabilidade, ainda que em nível elevado, o que indica um mercado de trabalho bastante difícil. O índice de julho de 2018 encontra-se em patamar similar ao apresentado em março de 2018, mas inferior ao apresentado no ano de 2017. No entanto, o recuo tímido ilustra um mercado de trabalho que ainda se apresenta em ritmo fraco e no qual a recuperação deve continuar em ritmo moderado", completou Barbosa Filho.

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No IAEmp, quatro dos sete componentes tiveram redução em julho, com destaque para o item que mede o emprego previsto para os próximos três meses no setor da Indústria de Transformação, com recuo de 11 pontos em relação a junho. No ICD, as faixas de renda que mais contribuíram para a queda do indicador em julho foram as duas mais baixas: consumidores com renda familiar mensal até R$ 2,1 mil (-2,5 pontos) e na faixa entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil (-1,5 ponto).