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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 14/08/2018
  • 17:57
  • Atualização: 18:09

Dólar afasta efeito da crise turca e fecha cotado a R$ 3,86

Moeda norte-americana encerrou pregão desvalorizada em 0,78%

Resultado apresentando queda afasta efeitos da crise turca | Foto: Yasser Al-Zayyat / AFP / CP

Resultado apresentando queda afasta efeitos da crise turca | Foto: Yasser Al-Zayyat / AFP / CP

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  • Agência Brasil

A moeda norte-americana encerrou o pregão desta terça-feira em baixa de 0,78%, cotada a R$ 3,8669, afastando os efeitos da crise turca, responsável por uma subida do dólar de 0,86% no pregão do dia anterior. O Banco Central segue com a política tradicional de oferta de swaps cambial, evitando leilões extraordinários de venda futura da moeda norte-americana. O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acompanhou a reação do dólar, terminando o pregão de terça-feira em alta de 1,43%, com 78.602 pontos.

Efeito turco

A Turquia anunciou na última segunda-feira uma série de medidas para conter a forte desvalorização de sua moeda, em um momento de tensão com os Estados Unidos. O Banco Central da Turquia (TCMB) injetou US$ 6 bilhões no sistema financeiro do país para garantir a liquidez dos bancos e interromper a queda da lira turca em relação ao dólar.

Em comunicado, o TCMB informou que reduziu os limites de reservas de divisas permitidas aos bancos turcos para retirar liras do mercado, dar liquidez ao sistema e estabilizar o valor da moeda. "Com esta revisão, serão injetados no sistema financeiro aproximadamente 10 bilhões de liras (US$ 6 bilhões) e US$ 3 bilhões em liquidez equivalente ao ouro", afirmou a entidade na nota, divulgada em seu site.

O mecanismo de opção de reserva, criado em 2011, determina que um percentual das reservas financeiras de um banco turco pode estar em divisa estrangeira ou ouro, e parte deve estar em liras. Na opinião dos analistas, a queda da lira, que perdeu 25% do seu valor somente desde o início do mês (e cerca de 40% no ano), deve-se em parte às tensões diplomáticas com os Estados Unidos.

Os Estados Unidos exige a libertação do clérigo protestante Andrew Brunson, detido na Turquia há dois anos sob acusação de terrorismo. Na sexta-feira passada, o governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou uma duplicação das tarifas ao aço e ao alumínio da Turquia, para 50% e 20%, respectivamente.