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  • 22/08/2018
  • 18:13
  • Atualização: 18:20

Dólar fecha a R$ 4,05, maior valor desde fevereiro de 2016

Alta coincidiu com a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência

Dólar fecha a R$ 4,05, maior valor desde fevereiro de 2016 | Foto: Agência Brasil / Arquivo / CP Memória

Dólar fecha a R$ 4,05, maior valor desde fevereiro de 2016 | Foto: Agência Brasil / Arquivo / CP Memória

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* Com informações da AE e Agência Brasil

A moeda norte-americana atingiu, no fechamento desta quarta-feira, o valor de R$ 4,05. A alta de 0,49% foi a sexta consecutiva e este valor é o maior desde fevereiro de 2016, quando ficou em R$ 4,07. O sexto pregão seguido em alta representa um aumento acumulado de 4,89% da moeda norte-americana.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão de hoje descolado da alta do dólar ficando em alta de 2,29%, com 76.902 pontos. A recuperação da Bovespa foi alavancada pela valorização das ações das principais empresas, como os papéis da Petrobras, encerrando com alta de 3,56%; a Vale, com valorização de 3,03%; o Bradesco, subindo 2,46%; e Itaú, com aumento de 2,38%.

A oscilação registrada pelo câmbio, que levou o dólar a superar a casa dos R$ 4, é maior do que o observado em igual intervalo das últimas três eleições (2006, 2010 e 2014). Os dados são de um levantamento feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A volatilidade vista nos últimos dias tem sido reflexo dos resultados das últimas pesquisas eleitorais. "O movimento era esperado por conta das incertezas e mudanças de expectativas dos investidores durante o período eleitoral", diz nota da Anbima.

Nesta quarta-feira o Datafolha divulgou os números da pesquisa eleitoral para a Presidência. Lula lidera com 39%, mas caso se confirme o seu impedimento, Bolsonaro (PSL) ocupa o primeiro lugar com 22%.

Para analistas econômicos, o mercado financeiro reage às incertezas do cenário político e às indicações de aumento dos juros pelo Banco Central dos Estados Unidos, influenciando um movimento no fluxo de capital nas demais bolsas de valores. O Banco Central brasileiro segue com a política tradicional de swaps cambiais, sem leilões extraordinários de venda futura do dólar, medida adotada nos meses passados para conter a alta da moeda.