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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 04/09/2018
  • 17:57
  • Atualização: 18:26

Com pequena alta, dólar fecha cotado a R$ 4,1531

Moeda norte-americana chegou próximo aos R$ 4,20 durante o dia

Valor é a segunda maior marca desde janeiro de 2016 | Foto: Arquivo / Agência Brasil / CP Memória

Valor é a segunda maior marca desde janeiro de 2016 | Foto: Arquivo / Agência Brasil / CP Memória

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  • Agência Brasil

* Com informações da AE

Depois de chegar próximo ao patamar de R$ 4,20, a cotação da moeda norte-americana fechou o pregão desta terça-feira praticamente estável, com leve alta de 0,03%, cotada a R$ 4,1531 para venda, ainda a segundo maior marca desde 21 de janeiro de 2016, quando fechou em R$ 4,16.

Prossegue a pressão sobre as divisas emergentes, diante da crise argentina, enquanto, no cenário doméstico, persiste a cautela com a eleição presidencial de outubro, com o mercado à espera da pesquisa Ibope que deverá ser divulgada nesta noite. A moeda americana à vista fechou em leve alta de 0,04%, a R$ 4,1521. O giro financeiro foi de US$ 666,583 milhões.

"A volatilidade implícita do dólar está muito alta, a crise argentina aumentou a aversão a moedas emergentes e, aqui no Brasil, a dinâmica eleitoral está assustando o mercado", afirmou Pablo Spyer, diretor da Mirae Corretora. De acordo com Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora, o mercado ficou distorcido na segunda-feira, quando foi feriado nos EUA, com liquidez bastante baixa e alta de mais de 2% do dólar frente ao real.

A aversão ao risco ganhou fôlego no período da tarde e o Índice Bovespa fechou em baixa de 1,94%, aos 74.711,80 pontos, menor patamar desde 11 de julho (74.398 pontos). Cautelosos com o risco de contágio das crises em países emergentes, investidores estrangeiros comandaram as ordens de venda de ações, que não pouparam nem mesmo papéis considerados defensivos. O cenário eleitoral doméstico também foi fator de cautela, mas permaneceu como pano de fundo, dada a escassez de notícias.

Apesar da queda significativa, o volume de negócios somou R$ 8,2 bilhões, montante pouco abaixo da média das últimas semanas, sinalizando que não houve grandes movimentações de saída de recursos. "Foi um dia de poucas novidades, com os mercados emergentes bastante ruins, em meio à aversão ao risco generalizada. E o Ibovespa até que não destoou muito dos demais, levando em conta que estamos a pouco mais de um mês do primeiro turno da eleição", disse Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos.

A Argentina continuou no centro das atenções, em meio às negociações do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo com os esforços do governo, o banco central argentino teve de promover novos leilões de dólares para tentar conter a queda do peso ante o dólar. Com a busca dos investidores pela segurança da moeda americana, as moedas de países emergentes foram penalizadas, assim como as bolsas desses países. Com o movimento acelerado à tarde, o Ibovespa chegou aos 74.605,49 pontos na mínima intraday (-2,08%).

Com o dólar resistindo no patamar acima dos R$ 4,15, as ações de empresas exportadoras continuaram como destaque de alta, assim como ocorreu na segunda-feira. Entre os papéis que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa, as maiores altas foram de BRF ON (+3,09%), Suzano ON (+2,75%) e Marfrig ON (+2,32%).