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  • 08/01/2019
  • 15:20
  • Atualização: 15:22

Presidente da Caixa nega alta de juro do crédito imobiliário para classe média

Guimarães qualificou a forma como suas declarações foram publicadas de "desonestidade intelectual"

Guimarães participou da cerimônia de transmissão de cargo do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

Guimarães participou da cerimônia de transmissão de cargo do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

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O novo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, negou nesta terça-feira, 8, que o banco vá aumentar os juros do crédito imobiliário para a classe média. Na segunda-feira, na cerimônia de posse dos novos titulares dos bancos públicos, em Brasília, ele afirmou que "quem é classe média tem de pagar mais". "Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. Na Caixa, vai pagar um juro maior que o do Minha Casa, certamente, porque vai ser um juro de mercado". Segundo Guimarães, porém, a declaração foi reproduzida de forma distorcida pelos veículos de imprensa.

Após participar da cerimônia de transmissão de cargo do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, no Rio, Guimarães esclareceu que sua afirmação foi uma constatação matemática, já que o menor juro do mercado no crédito imobiliário é o do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Guimarães qualificou a forma como suas declarações foram publicadas de "desonestidade intelectual" e disse que não é "correto matematicamente" comparar o crédito imobiliário do MCMV com o crédito para a classe média. "É óbvio que o juro para a classe média, que não é o MCMV, por definição matemática, é maior. Aí, vocês (a imprensa) trocaram o que falei para dar manchete. Agora, matematicamente, o MCMV para pobre é menor. Foi o que falei", disse Guimarães.