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  • 01/12/2016
  • 13:47
  • Atualização: 14:02

Polícia Federal conclui que houve vazamento do Enem 2016, diz MPF

Relatório da PF indica que dois candidatos tiveram acesso a três provas

PF revela que houve vazamento de provas para dois candidatos | Foto: Carla Ruas / CP Memória

PF revela que houve vazamento de provas para dois candidatos | Foto: Carla Ruas / CP Memória

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A Polícia Federal (PF) enviou ao Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) relatório sobre inquérito que apura o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016). Segundo o documento, as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação para, pelo menos, dois candidatos. No relatório, o órgão conclui que houve crime de estelionato qualificado no caso.

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“Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”, argumenta o procurador Oscar Costa Filho.

O relatório revela ainda que candidatos receberam via celulares, que foram apreendidos no dia da aplicação do Enem, fotografias das provas, tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do exame.

Além disso, conseguiram o acesso à "frase-código" da prova rosa. A informação permitiu que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha - não importando a cor da prova que o candidato tenha recebido no exame, já que a frase-código é o que legitima a correção conforme a cor referente à frase.

"Tanto o gabarito quanto a frase-código foram divulgados antes do exame, o que garante a responsabilidade de afirmar que houve vazamento da prova", diz o relatório.

Como os candidatos eram de estados diferentes, um de Minas Gerais e outro do Maranhão, e receberam as mesmas fotografias, porém de intermediários diferentes, a Polícia Federal entende que fica claro que a origem do vazamento é o mesmo. Quanto à prova de redação, a perícia da PF identificou que os candidatos presos iniciaram pesquisas no Google sobre o tema a partir de 9h38min do dia 6 de novembro, indicando que tiveram acesso ao tema antes do início da aplicação das provas.