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  • 25/08/2016
  • 14:50
  • Atualização: 15:01

Cpers responsabiliza governo Sartori por limitar recuperação de aulas

Calendário do magistério é de 200 dias letivos e 800 horas/aula nos ensinos Fundamental e Médio

Presidente Helenir Aguiar Schürer acusa governo Sartori de limitar dias para recuperar aulas | Foto: Samuel Maciel

Presidente Helenir Aguiar Schürer acusa governo Sartori de limitar dias para recuperar aulas | Foto: Samuel Maciel

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  • Cláudio Isaías

O governo do Estado não está respeitando o calendário de recuperação dos dias letivos apresentado dos dias letivos apresentado pelas direções das escolas e aprovado pelo Conselho Escolar - composto por professores, pais e alunos. A afirmação foi feita nesta quinta-feira pela presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer. Segundo ela, o governo permitiu que as instituições definissem o seu calendário de recuperação.

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A greve da categoria este ano durou mais de 50 dias, segundo o sindicato. “O Executivo está colocando em risco o ano letivo dos alunos”, lamentou. O calendário do magistério é de 200 dias letivos e 800 horas/aula nos ensinos Fundamental e Médio.

Helenir Aguiar afirmou que os diretores de escola querem utilizar todos os sábados para realizar a recuperação das aulas. “O governo do Estado quer limitar a utilização de apenas cinco sábados”. A presidente do Cpers ressaltou que o calendário para recuperação das aulas foi elaborado pelas escolas e aprovado pelo Conselho Escolar, logo após o encerramento da greve do magistério.

A presidente do Cpers disse que o Executivo não validou diversos calendários das escolas. “O governo está desrespeitando a comunidade escolar, que é a maior interessada na recuperação das aulas”.

Conforme Helenir Aguiar, por pensar nos alunos que os docentes estão recuperando as aulas aos sábados. No entanto, ela alerta que se o governo estadual não oficializar a utilização de todos os sábados para a recuperação, o ano letivo poderá ir até o mês de fevereiro. Caso não haja mudanças, o ano letivo poderá iniciar em abril de 2017. Helenir explicou que os professores têm direito a 45 dias de férias. “Queremos trabalhar todos os sábados para que possamos recuperar as aulas até metade de janeiro”.