Correio do Povo | Notícias | Ministério Público denuncia grupo que fraudava Enem e vestibulares no Ceará

Porto Alegre

21ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 26/01/2017
  • 14:30
  • Atualização: 14:34

Ministério Público denuncia grupo que fraudava Enem e vestibulares no Ceará

Esquema visava aprovação de candidatos, em sua grande maioria, em cursos de medicina

Ministério Público denuncia grupo que fraudava Enem e vestibulares no Ceará | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Ministério Público denuncia grupo que fraudava Enem e vestibulares no Ceará | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

  • Comentários
  • Agência Brasil

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) denunciou na Justiça Federal um grupo que agia no estado acusado de fraudar edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de vestibulares. Segundo o órgão, o esquema visava a aprovação de candidatos principalmente em cursos de medicina em instituições públicas e privadas de ensino superior.

De acordo com a denúncia, professores de um cursinho pré-vestibular com sede em Campina Grande (PB) atuavam como “pilotos” - pessoas com alto grau de conhecimento que faziam as provas e passavam os gabaritos para os candidatos. As fraues ocorriam em quatro municípios do Sul do Ceará: Juazeiro do Norte, Barbalha, Porteiras e Brejo Santo.

Para ter sucesso, alguns candidatos se inscreviam como sabatistas – religiosos que suspendem as atividades laborais até o pôr do sol. Eles entravam nos locais de prova no mesmo horário dos demais, mas só iniciavam a prova à noite. Nesse período, os “pilotos” respondiam a prova e passavam o gabarito por mensagens de celular para os que ainda não haviam começado o exame.

O Ministério Público lista ainda outras estratégias, como a inscrição de estudantes indevidamente como deficientes visuais, para receberem prova ampliada e terem uma hora a mais para responder e, também, como oriundos de escola pública, para ter acesso às vagas pelo sistema de cotas.

Sete pessoas foram denunciadas à Justiça por associação criminosa. Destas, duas são proprietárias do cursinho. O Ministério Público também pede que as aprovações dos denunciados nos vestibulares sejam anuladas e que eles sejam desligados dos cursos nos quais ingressaram por meio das fraudes.