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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de Abril de 2018

  • 07/01/2018
  • 13:20
  • Atualização: 13:54

"A Ufrgs não quer espetacularizar atrasos", diz reitor sobre prorrogação do início da prova

No primeiro dia, vestibular começou 15 minutos depois do previsto

Reitor da Ufrgs, Rui Vicente Oppermann | Foto: Guilherme Testa

Reitor da Ufrgs, Rui Vicente Oppermann | Foto: Guilherme Testa

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A prorrogação de 15 minutos no início da prova Física, Literatura de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira Moderna, começando às 8h45min ao invés das 8h30min deste domingo em Porto Alegre, foi determinada pela reitoria da Ufrgs devido ao grande congestionamento no entorno do Campus do Vale, no bairro Agronomia. O problema de trânsito foi verificado, junto com a EPTC, em torno das 8h20min. A medida acabou sendo estendida para todos os 46 locais de provas na Capital.

O reitor da universidade, Rui Vicente Oppermann, entende que o direito coletivo precisa ser respeitado. “Não temos que excluir alguém. A flexibilidade permitiu que todo mundo fizesse o vestibular, que é o grande interesse que nós temos. Ninguém foi prejudiciado. A solução foi coletiva, institucional”, declarou. Ele acredita que nesta segunda-feira o problema não deve se repetir apesar do trânsito ser mais intenso, sendo mantido o horáio das 8h30min para o início da prova de Língua Portuguesa e Redação. “Foi uma exceção que aconteceu”, assegurou. “Estávamos prevenidos”, acrescentou, citando ainda a parceria com a EPTC no monitoramento do trânsito. “O problema não foi individual de um retardatário, mas pontual e coletivo”, frisou.

O reitor observou também que cerca de 50% dos 32.438 candidatos são do interior do Estado. “É lícito imaginar que tenham dificuldade em Porto Alegre”, complementou. “A universidade não quer espetacularizar atrasos com portões fechados. A Ufrgs é uma unidade da comunidade”, destacou. Rui Vicente Oppermann disse ainda que o índice de abstenção, cuja divulgação ocorre nesta segunda-feira, poderá ser o mais baixo dos últimos tempos. “As salas estavam cheias de candidatos”, constatou.

Já a presidente da Comissão Permanente de Seleção, Maria Adélia Pinhal de Carlos, enfatizou igualmente que a universidade estava de prontidão para resolver qualquer problema. “Tínhamos o acompanhamento para não correr nenhum transtorno aos candidatos. Decidimos que não iríamos prejudicar nenhum candidato. Nossa universidade tem um princípio ainda que alguns gostem de ver o portão fechando na cara de um candidato”, afirmou. Ela recordou que não é a primeira vez que ocorreu um adiamento no fechamento dos portões.