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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

  • 09/03/2018
  • 22:43
  • Atualização: 22:45

Justiça defere pedido da Ufrgs por reintegração de posse da Reitoria

Local foi ocupado por movimento de alunos, que atua em protesto contra alteração na política de cotas

Alunos continuavam ocupando a Reitoria da Ufrgs na noite desta sexta | Foto: Fabiano do Amaral

Alunos continuavam ocupando a Reitoria da Ufrgs na noite desta sexta | Foto: Fabiano do Amaral

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A Universidade Federal do Rio grande do Sul ingressou nesta sexta-feira com pedido de reintegração de posse do prédio da Reitoria, em Porto Alegre, devido à ocupação de estudantes do movimento negro, que ocorre desde a última quarta. Os estudantes foram notificados no fim da tarde, em medida deferida pelo juiz federal substituto Bruno Risch Fagundes de Oliveira, da 6ª Vara Federal de Porto Alegre, tendo como réus “integrantes dos movimentos que promovem a ocupação da Reitoria da universidade”, e sendo sete deles citados nominalmente.

A Ufrgs também se posicionou contra a ocupação, por meio de carta aberta enviada, por e-mail, a todos os alunos. No e-mail, a Ufrgs argumenta que o processo de ingresso de alunos cotistas foi prejudicado pela ocupação, com risco de 800 candidatos ficarem sem matrícula. “Todo o processo de ingresso na Universidade, destas centenas de estudantes, é impactado e impossibilitado por este movimento de invasão”, diz a carta. Além disso, a instituição alerta para possíveis danos em obras de arte que estão expostas no saguão do prédio ocupado.

O Movimento Balanta – Nenhum Cotista a Menos respondeu, em nota, que, desde o início, tenta diálogo com a Reitoria, a fim de ter suas demandas ouvidas e atendidas, “e esse canal de diálogo nunca foi aberto”. Os alunos afirmam que, na ocupação, “os servidores não foram trancados pelo movimento, mas, sim, por seguranças da universidade”; e reforçaram que as obras de arte no prédio seguem intactas.

A vereadora Sofia Cavedon, da Comissão de Educação da Câmara, auxilia na mediação de negociação no local. Segundo ela, não haverá saída à força e reuniões informais, de Consun e com Reitoria, estão ocorrendo em busca de solução para o impasse.


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