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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 12/03/2018
  • 23:06
  • Atualização: 23:14

Justiça busca conciliação em caso de ocupação da Ufrgs contra mudança nas cotas

Reitoria recebeu representante do Movimento Negro para debater a questão nesta segunda-feira

Reitoria recebeu representante do Movimento Negro para debater a questão nesta segunda-feira | Foto: Mauro Schaefer

Reitoria recebeu representante do Movimento Negro para debater a questão nesta segunda-feira | Foto: Mauro Schaefer

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A Reitoria da Universidade Federal do RS (Ufrgs) recebeu nesta segunda-feira, em reunião, o diretor da ONG Educafro, Frei David Santos, como representante escolhido pelos estudantes do Movimento Negro, que mantêm a ocupação no prédio administrativo, sem previsão de saída do local. À tarde, na 26ª Vara Federal de Porto Alegre, foi encaminhado pedido de audiência de conciliação presencial entre a instituição e os alunos, ainda sem data definida para ocorrer.

“Não queremos prejudicar a universidade com ação de greve prolongada, mas sim, solucionar o problema”, afirmou Frei David. Após a reunião, ele participou da aula pública promovida pelo Coletivo Balanta – Nenhum Cotista a Menos, abordando a questão da aferição por meio de fenótipo (características físicas) ou do genótipo (ascendência). Ele argumentou que na maior parte das universidades públicas existem brechas jurídicas na implementação das cotas, o que é aproveitado para fraudes.

O Coletivo Balanta divulgou nota pública solicitando negociação com a Reitoria. No documento, os estudantes propõem a retirada - na portaria 937, da Ufrgs – de pontos que consideram “problemáticos”, incluindo o uso dos conceitos “pardo-indígena” e “ascendência fenotípica”. Já a Ufrgs informou que aguarda a desocupação do prédio para retomar o diálogo.


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