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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 24/03/2018
  • 09:41
  • Atualização: 10:00

Conselho mantém suspensão de alunos que ocuparam a Ufrgs

Movimento universitário iniciou em outubro de 2016 contra proposta de emenda constitucional 241

Movimento universitário iniciou em outubro de 2016 contra proposta de emenda constitucional 241 | Foto: Ufrgs / Divulgação / Facebook / CP

Movimento universitário iniciou em outubro de 2016 contra proposta de emenda constitucional 241 | Foto: Ufrgs / Divulgação / Facebook / CP

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Foi mantida, pelo Conselho da Unidade (Consuni), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a suspensão de três estudantes de Direito, em razão da ocupação do prédio da faculdade, na Capital, em 2016. Antes da reunião, alunos e entidades ligadas ao setor educacional realizaram ato público na instituição e, agora, os acusados devem recorrer ao Conselho Universitário (Consun).

O movimento, com início em outubro de 2016, foi contrário à proposta de emenda constitucional 241 (e, após, PEC 55, no Senado), que determinou teto de gastos públicos por 20 anos. O estudante João Pita Silva relata que, sete meses depois do término da ocupação, ficou sabendo, por outros colegas, que fazia parte do processo administrativo. As denúncias foram feitas por alunos contrários ao movimento e acatadas pelo diretor da Faculdade de Direito, Danilo Knijnik.

Depois de serem informados a respeito do processo administrativo, os acadêmicos implicados buscaram o Consuni, que julgou ontem o recurso apresentado, e deliberou por manter a suspensão de 30 dias (a penalidade prevê esse período, a contar do início do semestre 2018/1).

Os estudantes criticaram a decisão, que consideram uma “tentativa de criminalização e censura” aos movimentos sociais universitários. “Hoje quem perde é a universidade, em toda a sua liberdade de pensamento e democracia que dizemos prezar”, argumentou João.

A Reitoria da Ufrgs informou que, até agora, as decisões são de âmbito da Faculdade de Direito, que tem autonomia sobre casos como este. E, procurada pela Reportagem do Correio do Povo, a direção da Faculdade de Direito disse que não iria se pronunciar sobre este assunto.


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