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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

  • 02/05/2018
  • 23:13
  • Atualização: 23:22

Professores do IPA mantêm greve iniciada em 25 de abril

Alunos apoiam docentes que protestam atraso de salários e administração centralizada em São Paulo

Alunos apoiam docentes que protestam atraso de salários e administração centralizada em São Paulo | Foto: Stephanie Ágata Pinheiro / Especial CP

Alunos apoiam docentes que protestam atraso de salários e administração centralizada em São Paulo | Foto: Stephanie Ágata Pinheiro / Especial CP

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  • Rádio Guaíba

Docentes do Centro Universitário Metodista IPA decidiram, por unanimidade, em assembleia no fim da tarde desta quarta-feira, manter a greve iniciada em 25 de abril. O grupo completou oito dias de paralisação pelo não pagamento dos salários de março, indefinições sobre os próximos vencimentos e pela insegurança dos professores quanto às perspectivas da instituição para o próximo período.

A próxima assembleia ocorre na segunda-feira, às 17h. No encontro desta quarta, os professores reiteraram a preocupação com o estilo de gestão, centralizado em São Paulo, e reivindicaram a retomada de autonomia acadêmica e administrativa do Centro Universitário. Representantes dos estudantes manifestaram apoio ao movimento dos docentes.

A assembleia definiu ainda uma pauta de reivindicações a ser entregue ao superior da Igreja Metodista em reunião agendada para esta quinta-feira.

Bloqueio judicial

Em audiência realizada na manhã desta quarta no Ministério Público do Trabalho, com a presença de dirigentes do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), os representantes da Rede Metodista informaram a existência de um bloqueio judicial das contas do IPA, determinado pela Justiça Federal, decorrente de débitos de FGTS.

A ação fiscal movida pela União, segundo os gestores do IPA, impede o pagamento dos salários pendentes. A Assessoria Jurídica do Sindicato interveio no processo na condição de terceiro interessado e obteve a liberação do bloqueio em nome da prioridade dos créditos salariais dos docentes.

Greve

A paralisação de parte dos professores do IPA afeta milhares de universitários em Porto Alegre. Mais de 250 educadores cruzaram os braços em função dos atrasos de salário. A instituição conta com mais de 5,5 mil alunos, em três unidades, e mais de 500 funcionários, entre professores, técnicos e trabalhadores em geral.


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