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  • 07/01/2019
  • 23:37
  • Atualização: 23:41

Escolas particulares contestam ministro Vélez Rodriguez em carta aberta

Instituições consideradas de referência de São Paulo, Minas e Rio contestam Escola Sem Partido

Instituições consideradas de referência de São Paulo, Minas e Rio contestam Escola Sem Partido | Foto: MEC / Divulgação CP

Instituições consideradas de referência de São Paulo, Minas e Rio contestam Escola Sem Partido | Foto: MEC / Divulgação CP

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Um grupo que reúne escolas particulares construtivistas de elite em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais divulgou, nesta segunda-feira, carta ao ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, pedindo que ele “não permita que o país entre numa rota de retrocesso”. O texto diz que as declarações de Rodriguez até agora “deixam a desejar” e enfatiza que, “com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido providência fundamental”, como o novo ministro citou em texto em seu blog na Internet.

“Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio”, diz a carta.

Fazem parte do grupo que assina o manifesto a Escola da Vila, na zona oeste, e a Escola Viva, na zona sul, ambas de São Paulo e com ensino de influência construtivista. São colégios de elite, considerados referências, cujas mensalidades giram em torno de R$ 4 mil.

Para as escolas, as ideias do governo não são articuladas com pedagogias contemporâneas, “discutidas e estudadas em todos os países do mundo que se preocupam com formar gerações que consigam interpretar a realidade, em sua complexidade, para lidar com as transformações radicais decorrentes do mundo digital.”