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Porto Alegre, sábado, 19 de Janeiro de 2019

  • 09/01/2019
  • 15:16
  • Atualização: 15:31

Governo muda edital e passa a permitir erros em livros didáticos

Equipe de Jair Bolsonaro alterou item que impedia publicidade no material escolar

Governo Bolsonaro passa a admitir livros educacionais com erros e publicidade | Foto: Marcos Correa / PR / Divulgação / CP

Governo Bolsonaro passa a admitir livros educacionais com erros e publicidade | Foto: Marcos Correa / PR / Divulgação / CP

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  • R7

A equipe de governo de Jair Bolsonaro mudou, na última quarta-feira, o edital para os livros didáticos que serão entregues em 2020. De acordo com informações da colunista Renata Cafardo do jornal O Estado de S. Paulo, não será mais necessário que os materiais tenham referências bibliográficas. Ainda segundo a coluna, o item que impedia publicidade e erros de revisão e impressão também ficou de fora do edital.

O Ministério da Educação (MEC) é responsável pela compra dos livros didáticos para todas as escolas públicas do Brasil. De acordo com a coluna, são comprados cerca de 150 milhões de livros por ano, com custo de R$ 1 bilhão e as alterações foram feitas no programa em que os livros serão comprados para o ensino fundamental 2 (6º a 9º ano).

Porém, os livros já foram enviados ao MEC em novembro do ano passado para avaliação. Com isso, as editoras temem que seus livros sejam reprovados. Além disso, a colunista explica que a não exigência dos itens acima citados abre espaço para conteúdo que não seja baseado em pesquisas. Isso porque não existe necessidade de citação da origem do conteúdo.

Foi retirada ainda a exigência de que as ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. Isso significa que as figuras nos livros didáticos não precisariam mostrar negros, brancos e índios.