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  • 09/02/2012
  • 14:47
  • Atualização: 14:57

Prédio em más condições causa preocupação no Centro de Porto Alegre

Edifício em ruínas está interditado há dois anos pela Smov

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Localizado em uma das áreas mais movimentadas do Centro de Porto Alegre, no cruzamento das ruas Riachuelo e Marechal Floriano Peixoto, as condições de um prédio em ruínas causam preocupação para pedestres e motoristas. Integrante do patrimônio histórico da cidade, o edifício está isolado por tapumes, que também tomam conta da calçada. Normalmente, o bloqueio do passeio público faz com que muitas pessoas andem junto aos carros, no meio da rua.

A situação revolta quem passa pelo local porque, aparentemente, há grandes possibilidades de desmoronamento de parte da fachada já que, internamente, o prédio está praticamente destruído. De acordo com o arquiteto Solon Batista Campos, que passa frequentemente pelo local, o prédio exige medidas urgentes. Ele alerta para o fato de as autoridades públicas não tomarem uma atitude. “Sem as devidas providências, é bem provável que virá a ocorrer uma tragédia”, advertiu.

O prédio foi interditado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Viação (Smov) há dois anos em meio a polêmicas. Segundo o órgão, os proprietários foram notificados e autuados por não terem feito adequações nas estruturas e pela má conservação do prédio, que pertence à família Granata. A informação foi contestada pelo advogado Edgar Granata. Segundo ele, o laudo de estabilidade foi apresentado à Smov, após a notificação, sendo posteriormente arquivado. Ele afirmou que, ao interditar o prédio, a prefeitura provocou transtornos. “Assim, ninguém mais pode entrar no prédio, nem mesmo os proprietários”, frisou.

De acordo com o advogado, as melhorias solicitadas foram atendidas. Granata ressaltou ainda que mesmo com a interdição, a Smov ainda não buscou uma solução para o prédio, que se deteriora cada vez mais, sem manutenção. No ano passado, a Smov contratou uma avaliação sobre a estabilidade da edificação, que também serviu para apontar o nível da degradação. Com base nessas informações, a equipe técnica elaborou um projeto de reforço estrutural, evitando que o prédio viesse a apresentar riscos. Porém, o mesmo encontra-se desde o final do ano passado em processo de licitação, não tendo previsão para o início de obras e nem do valor do investimento previsto.

Interior da edificação está em ruínas / Foto: VInicius Roratto

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