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  • 07/05/2012
  • 08:52
  • Atualização: 11:44

Trabalhadores da GM aprovam paralisação de 24 horas

Categoria e direção da montadora divergem em números de reajuste de salários e vantagens

Funcionários se concentraram em frente à fábrica | Foto: Vinicius Roratto

Funcionários se concentraram em frente à fábrica | Foto: Vinicius Roratto

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

Os trabalhadores da General Motors (GM), em Gravataí, aprovaram em assembleia, no início da manhã desta segunda-feira, paralisação das atividades por 24 horas. A decisão foi tomada por 80% dos funcionários do turno da manhã, que representa mais de mil trabalhadores. A medida, segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles, serve como um alerta para que a fábrica se sensibilize com o pedido dos trabalhadores de reajuste salarial de 10%.

Pelo menos 100 funcionários se reuniram em frente ao Complexo Automotivo da fábrica, junto à freeway, onde ficaram de braços cruzados, simbolizando a greve. Além do reajuste salarial de 10%, os trabalhadores reivindicam R$ 9 mil relativo ao Plano de Participação de Resultados (PPR).

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí Edson Dornelles, os profissionais estão em debate com a empresa desde o início de março e nenhuma proposta atendeu às necessidades mínimas. “Já participamos de mais de 12 reuniões com a empresa e não chegamos ao entendimento. Então, neste momento vamos manter essa mobilização”, afirmou.

Outra disparidade está na proposta da GM que prevê o abono de R$ 2,3 mil e piso salarial de R$ 950, enquanto os trabalhadores não aceitam receber menos do que R$ 3 mil de abono, além de um piso de R$ 1.150. Ele citou, por exemplo, a discrepância entre os valores pagos aos mesmos trabalhadores em outras sedes da montadora no país. Segundo o diretor, o piso salarial dos trabalhadores da fábrica de São Caetano (SP), uma das principais da GM, é 78% maior, sem contar o valor do PPR, que também é bem superior ao pago aos funcionários da unidade de Gravataí. “Não podemos aceita essa diferenciação”. A data base da categoria é no dia 1º de abril.

Às 15h será feita uma nova assembleia para que os trabalhadores do turno da tarde também possam votar. A turma da manhã está concentrada nos portões da fábrica. A direção do sindicato espera obter a mesma adesão dos demais funcionários.

Com informações da Rádio Guaíba

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