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  • 07/05/2012
  • 17:23
  • Atualização: 17:32

Trabalhadores da GM param por 24 horas por reajuste salarial

Funcionários pedem acréscimo de 10% nos salários e pagamento de R$ 9 mil relativo ao Plano de Participação de Resultados

Pela manhã, trabalhadores se concentraram em frente à fábrica  | Foto: Vinicius Roratto

Pela manhã, trabalhadores se concentraram em frente à fábrica | Foto: Vinicius Roratto

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Mais de 80% dos trabalhadores do turno da tarde da fábrica da General Motors (GM) em Gravataí, na Região Metropolitana, resolveram aderir à paralisação de 24 horas, a exemplo dos funcionários do turno da manhã, em assembleia realizada nesta segunda-feira. As atividades devem ser retomadas a partir desta terça.

Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 10% e o Plano de Participação de Resultados (PPR) da empresa de R$ 9 mil, para alcançar 100% das metas. A montadora apresentou proposta de 7% no reajuste dos salários e PPR de R$ 6,8 mil. O abono proposto pela GM é de R$ 2,3 mil e um piso salarial de R$ 950. Os trabalhadores, no entanto, não aceitam menos que R$ 3 mil de abono, além de um piso de R$ 1.150.

Apesar da paralisação servir de alerta para a fábrica, o assessor jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dornelles, afirma que uma greve por tempo indeterminado poderá ser decretada. Para ele, a empresa não respeita os trabalhadores ao pagar salários diferentes dos praticados nas plantas de São Paulo, por exemplo. “Parece que temos duas categorias de trabalhadores no país, não é possível manter essa diferença de 75% no piso salarial”, resume.

Edson Dornelles ainda ressalta que os profissionais estão em debate com a empresa desde o início do mês de março e nenhuma proposta atendeu às necessidades mínimas da categoria. “Já participamos de mais de 12 reuniões com a empresa e não chegamos ao entendimento. Então, neste momento vamos manter essa mobilização”, afirmou.

A assessoria de imprensa de General Motors informou que já está em negociação salarial com os funcionários da empresa e não irá se pronunciar neste momento. Nesta terça-feira, haverá uma reunião de conciliação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Porto Alegre. A GM tem três fábricas de automóveis e emprega cerca de 23 mil funcionários em todo o país.

Com informações da repórter Samantha Klein

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