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  • 23/10/2014
  • 13:22
  • Atualização: 20:10

Monumentos antigos de Porto Alegre serão limpos no final de semana

Lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças

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  • Marco Aurélio Ruas

Os monumentos que representam o Guaíba e seus afluentes, transferidos da Praça Dom Sebastião, ao lado do Colégio Marista Rosário, para a Hidráulica Moinhos de Vento, do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), no último dia 8, receberão uma limpeza de conservação neste final de semana.

De acordo com a arquiteta e restauradora responsável pela ação, Verônica Di Benedetti, a lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças. “Serão removidas as sujidades superficiais e as patinas biológicas. Dessa forma, poderá ser realizada uma análise mais aprofundada do que deverá ser restaurado”, afirmou.

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) contratou os serviços de transferência, recuperação do chafariz para o qual os monumentos foram realocados, limpeza e tratamento das peças e a pintura do chafariz, segundo o coordenador de Memória Cultural da SMC, Luiz Custódio. “Todas estas etapas serão concluídas até o final de novembro, tendo em vista as comemorações do aniversário do Dmae, que ocorre em dezembro.

O processo de restauração dos monumentos não tem data para ocorrer. Depois da verificação das necessidades de restauro, após a limpeza, a SMC irá analisar o que será feito. “A restauração é uma segunda etapa, que depende do resultado da análise dos monumentos após a limpeza”, ressaltou Custódio.

Antes de fazer parte dos jardins da hidráulica, o conjunto estava há 78 anos na Praça São Sebastião. As esculturas são datadas de 1866 e, inicialmente, ficavam localizadas na Praça da Matriz - onde se encontra a estátua de Júlio de Castilhos. O conjunto também fez parte do primeiro chafariz público da Capital.

Idealizadas pelo arquiteto italiano José Obino, cada uma das quatro peças - sendo duas figuras femininas, que simbolizam os rios Caí e Sinos, e duas masculinas, representando os rios Jacuí e Gravataí. A estátua de uma criança, que representava o Guaíba, e completava o conjunto, foi perdida depois que as peças foram vendidas para demolição, em 1924. Após protestos da população, na época, as obras foram recuperadas.