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  • 04/10/2015
  • 15:16
  • Atualização: 16:07

Caminhada das Vitoriosas pinta de rosa o Parcão

Com foco na ampliação do atendimento às pacientes com câncer, evento reuniu cerca de 5 mil pessoas

Caminhada das Vitoriosas reuniu cerca de 5 mil no Parcão | Foto: Samuel Maciel

Caminhada das Vitoriosas reuniu cerca de 5 mil no Parcão | Foto: Samuel Maciel

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  • Nereida Vergara

Pelo 13º ano consecutivo, o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul coloriu o Parque Moinhos de Vento para a Caminhada das Vitoriosas. Com foco neste ano na ampliação do atendimento às pacientes de câncer de mama, o evento reuniu neste domingo, dentro das ações do Outubro Rosa, cerca de 5 mil pessoas, entre mulheres que venceram a doença, familiares e amigos.

De acordo com a presidente do Imama/RS, Maira Caleffi, no sistema público de saúde, as mulheres diagnosticada com câncer de mama chegam a esperar seis meses por atendimento, o que compromete o índice de cura, que pode chegar a 95% entre as pacientes atendidas com mais rapidez pela medicina privada. “Há cada vez mais perspectivas de cura e inovações na área de detecção precoce deste tipo de câncer. O que nós reivindicamos e que o sistema de saúde pública agilize o atendimento, para que todas as mulheres, independente da condição financeira, tenham o tratamento o mais rápido possível”, afirmou.

Entre as centenas de vitoriosas participantes da caminhada, as histórias de superação são inspiradoras. A advogada e corretora de imóveis Nara Regina Franco de Andrade, dois meses depois de perder o marido vítima de insuficência cardíaca, descobriu um tumor de 11 centímetros na mama esquerda. Precisou fazer pelo menos 34 sessões de quimioterapia e uma mastectomia radical. De tão aguerrida na luta contra a doença, em 2012 foi indicada pelo instituto para participar do Intercâmbio de Empoderamento Feminino, no estado norte-americano de Massachussets. “Desde que venci a pior fase da doença, estou engajada na causa”, diz Nara, com uma longa peruca de cabelos cor de rosa.

Vestida de bailarina, a fotógrafa Patrícia Fraga festeja a cura total da doença, descoberta em 2007, quando mudou-se do Rio de Janeiro para Porto Alegre. Ela teve o diagnóstico aos 35 anos e diz que o fato de ter sido tratada no Rio Grande do Sul foi determinante para ter de volta sua saúde .

Monique Vargas, de apenas 30 anos, tem pelo menos duas vitórias para comemorar. Ela foi diagnosticada com câncer de mama aos 26 anos, o qual descobriu com o autoexame. Passou por quimioterapia, radioterapia e cirurgia. No final do ano passado, recebeu dos médicos o aval para tentar engravidar, mas sem a garantia que seria possível tendo em vista a quantidade e o grau de agressividade das medicações que precisou tomar. Cinco meses após a liberação, Monique estava grávida. Hoje está com quatro meses de gestação de um menino, o Lorenzo.

A caminhada saiu do Parque Moinhos de Vento pela Avenida Goethe e seguiu até a Redenção. Na linha de frente do ato, além da mastologista Maira Caleffi, participaram o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e a primeira dama do Estado do Rio Grande do Sul, Maria Helena Sartori, também secretária do Gabinete de Políticas Sociais do governo gaúcho.