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  • 19/12/2015
  • 16:16
  • Atualização: 16:35

Residências devem ter cuidados redobrados no final do ano

Pessoas devem adotar medidas que dificultem o ataque dos assaltantes

Câmeras de monitoramento são uma opção para resguardar o imóvel | Foto: Samuel Maciel

Câmeras de monitoramento são uma opção para resguardar o imóvel | Foto: Samuel Maciel

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  • Marco Aurélio Ruas

Com a chegada das festas de final de ano, a tendência de assaltos a residências aumenta. O pagamento do 13º salário e os presentes que ficam debaixo da árvore de Natal são fatores motivadores para a ação de criminosos. Além disso, como também é época de veraneio, boa parte da população das grandes cidades viaja, tendo o Litoral como principal destino. Essas pessoas acabam deixando seus imóveis fechados por até 30 dias, em alguns casos.

As festas envolvem diversos fatores que motivam e facilitam o crime. Na compra de presentes, por exemplo, é fundamental a discrição na contagem de dinheiro e na identificação de mercadorias de valor elevado. Se o assaltante percebe que é um objeto de valor ou a quantia de dinheiro carregada é grande, poderá seguir a vítima até em casa, onde realizará a abordagem. “É preciso ter cuidado em lojas e locais com grande circulação de pessoas”, aconselha o delegado Cléber Ferreira, diretor da Delegacia Regional de Porto Alegre.

Segundo o chefe da PM5 da Brigada Militar, tenente-coronel José Henrique Botelho, no Revéillon ocorrem muitos arrombamentos a imóveis que estão vazios. “É importante que alguém monitore a moradia constantemente até no caso de arrombamento, para que o proprietário seja imediatamente informado”, ressaltou. 

Em condomínios fechados, além das medidas habituais de segurança, como a instalação de alarme, câmeras e até de barras de ferro, preferencialmente do lado interno de janelas e portas, saber sobre a idoneidade e a discrição dos funcionários também é importante. “Há um histórico de assaltos em condomínios onde a ação foi realizada por comparsas de funcionários que possuiam informações privilegiadas”, exemplifica Ferreira.

Na praia, os cuidados se repetem, pois os veranistas tendem a levar uma quantia expressiva em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos. Para quem for viajar e deixará o imóvel fechado, uma das medidas de precaução é avisar o vizinho. Isto é fundamental, levando em conta que este poderá observar a situação da residência, além de auxiliar em tarefas como recolher correspondências e jornais. “Se o vizinho for de confiança, o proprietário poderá deixar até uma cópia da chave da residência, caso ocorra alguma emergência”, aconselha o chefe da PM5.

Para não chamar a atenção dos assaltantes, medidas como a transferência de endereço ou suspensão de assinaturas de jornais e revistas, e até o cuidado com a exposição das viagens pelas redes sociais ajudam. “Os criminosos podem monitorar a situação de uma casa tanto pelo seu visual, quanto pelo seu proprietário”, adverte Ferreira. “Para isso, eles podem se utilizar das redes sociais para ter certeza de que o imóvel está vazio. O bandido procura o caminho mais fácil”, ressalta o titular da Delegacia Regional de Porto Alegre.

Em quadras em que a maioria dos moradores sai para o veraneio em um mesmo período, uma alternativa para não deixar as casas vulneráveis é a contratação de uma empresa de vigilância. “Esta é uma maneira de manter um monitoramento permanente da rua e dos imóveis. Os criminosos percebem a presença dos seguranças e acabam abrindo mão de agirem”, comenta Cléber Ferreira.

Prevenção

A contratação de empresas privadas de segurança aumenta com as festas de final de ano e veraneio. A população procura medidas que previnam os ataques de criminosos enquanto seus imóveis estão vazios. Conforme o gestor de uma dessas empresas de Porto Alegre, Sérgio de Lucas Monteiro, a procura por alarmes, câmeras e cercamento elétrico se intensifica a partir de novembro. “Assim como aumenta a procura, cresce a delinquência”, afirma o gestor.

Segundo Monteiro, a utilização de vigilantes não é usual. “Um vigilante armado custa em torno de R$ 30 mil por mês. É por isso que eles são vistos mais em empresas e condomínios”, disse. O gestor relata que o alarme é o recurso mais procurado pela população. “O equipamento minimiza o prejuízo. Conseguimos chegar na residência entre cinco e dez minutos após o disparo. Evitamos um prejuízo maior com o roubo em 90% dos casos”, ressalta.

A procura também tem aumentado ao longo dos anos. “As pessoas querem um sistema de segurança preventivo, que sempre tem resposta. Ele é 99% de prevenção e somente 1% de sorte”, argumenta. Além dos recursos contratados, o gestor alega que é necessária cautela. “Orientamos nossos clientes para que tenham cuidado, por exemplo, ao entrar e sair de casa”, conta. Outro detalhe considerado importante por Monteiro ocorre na escolha de uma empresa privada. Segundo ele, é preciso pesquisar a empresa de segurança que será contratada.