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  • 04/07/2016
  • 18:08
  • Atualização: 19:59

Bactéria é responsável pela alteração da água de Porto Alegre, indica Fepam

Microorganismos eram lançados a partir da estação de bombeamento do Trensurb

Microorganismos eram lançados a partir da estação de bombeamento do Trensurb | Foto: Ricardo Giusti

Microorganismos eram lançados a partir da estação de bombeamento do Trensurb | Foto: Ricardo Giusti

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  • Cintia Marchi

Uma bactéria é responsável pelo odor e gosto na água de Porto Alegre. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) descobriu a presença de 35 milhões de bactérias actinomicetos por mililitro de água que está sendo lançada no Guaíba a partir da estação de bombeamento da Trensurb, localizada nas proximidades da Ponte do Guaíba. A estação de bombeamento, que capta água pluvial, esgotos domésticos e efluentes industriais do bairro Navegantes, foi fechada na tarde desta segunda-feira para evitar novos lançamentos no Guaíba.

O chefe do Departamento de Fiscalização da Fepam, engenheiro Renato Zucchetti, explica que essas bactérias são uma fonte de geração de substâncias odoríferas que têm alterado a água em Porto Alegre. Ele lembra que, em 10 dias, também devem estar prontos os resultados das análises que investigam 220 parâmetros (poluentes prioritários) do sistema de tratamento de efluentes.

“Fizemos uma rota para encontrar o que estava contribuindo para esse odor e cheiro na água. Temos quase certeza que encontramos a mesma característica naquele ponto de bombeamento. Quando as análises chegarem vamos investigar quem é o responsável por causar esse problema e intervir. Não podemos ficar parados”, avisa Zucchetti, que descarta preliminarmente a presença de produtos químicos. Até que as causas não estejam esclarecidas, a água pluvial, esgotos e efluentes que se concentrarem na estação da Trensurb serão bombeados para caminhões e transportados até uma estação de tratamento.

Independentemente da alteração, a Fepam observa que os testes de toxicidade mostraram que estão garantidos os padrões de potabilidade estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desde meados de maio, começaram a aparecer odor e gosto na água que abastece cerca de 600 mil pessoas na Capital.