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  • 29/09/2016
  • 15:28
  • Atualização: 15:35

Monitoramento revela piora na qualidade de água do Guaíba

Lançamento de esgoto doméstico diminuiu, mas o industrial aumentou

Dados revelados pela Sema e Fepam são da 11ª semana de monitoramento | Foto: Sema / Divulgação / CP

Dados revelados pela Sema e Fepam são da 11ª semana de monitoramento | Foto: Sema / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Estudo de monitoramento da qualidade de água do Guaíba divulgado nesta quinta-feira indicou piora em relação aos 10 anteriores. O principal fator para o agravamento da situação foi o aumento dos lançamento de resíduos de poluição industrial e agrícola, juntamente com os nutrientes nitrogênio e fósforo. A pesquisa é a 11ª feita pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

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Por outro lado, a carga orgânica biodegradável, associada a esgotos domésticos, sofreu diminuição, assim como matéria fecal. Com os indicadores ambientais próximos dos níveis mínimos exigidos para o uso da água para fins de abastecimento para consumo humano na porção norte do Guaíba acaba afetando o trecho mais ao sul. Além disso, a matéria biodegradável que atinge os pontos Três, ao sul da Casa de Bombas do Trensurb, Quatro, entre o Ponto 3 e o ponto de captação de água do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) para as Estações de Tratamento de Água (ETA) São João e Moinhos de Vento, e Cinco, ao sul do ponto de captação de água do DMAE, oriunda da bacia de drenagem do Rio Jacuí, contribui para o comprometimento das condições da água no ponto de captação do DMAE.

Além dos pontos citados, as instituições também coletam amostras no ponto Um, na foz do Rio Gravataí; e no ponto Dois: no Guaíba, ao sul da Casa de Bombas nº 5 do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).

Foram analisados os seguintes parâmetros nesta campanha: alcalinidade, cádmio, cloretos, cobre, condutividade elétrica, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de Oxigênio (DQO), Escherichia coli, ferro, fitoplâncton/cianobactérias, ortofosfato, fósforo total, manganês, níquel, nitrogênio amoniacal, oxigênio dissolvido (OD), pH, profundidade de coleta, profundidade total, salinidade, sólidos dissolvidos totais, sólidos suspensos totais, temperatura da água, transparência da água, turbidez e zinco.

Ao final das campanhas de monitoramento será elaborado relatório técnico sobre a qualidade da água do Guaíba, contemplando os resultados obtidos nos 12 estudos previstos. Em função dos parâmetros analisados, a avaliação terá como referência os padrões estabelecidos em resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), especialmente para o uso no abastecimento para consumo humano.