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  • 26/12/2016
  • 12:35
  • Atualização: 13:08

Impedidos de entrar na Fundação Piratini, funcionários protestam em Porto Alegre

Grupo também se manifestou contra extinção da TVE e da FM Cultura

Impedidos de entrar na Fundação Piratini, funcionários protestam em Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

Impedidos de entrar na Fundação Piratini, funcionários protestam em Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

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  • Cláudio Isaías

Um grupo de funcionários da Fundação Piratini realizou nesta segunda-feira um protesto em defesa da instituição. Impedidos de entrar na sede da fundação na rua Corrêa Lima, bairro Santa Teresa, em Porto Alegre, os trabalhadores fizeram um ato em defesa da TVE e da FM Cultura. Por determinação da direção, apenas os funcionários dos setores administrativo e jurídico foram autorizados a ingressar no prédio. A manifestação contou com a presença da artista Zoravia Bettiol, dos deputados Stela Farias e Adão Villaverde, do PT, e de representantes de sindicatos como a CUT, Cpers e funcionários da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e estudantes.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Milton Simas, disse que o departamento jurídico do sindicato está à disposição dos funcionários. “Queremos a liberação do acesso dos trabalhadores ao prédio da Fundação Piratini e vamos lutar para evitar a extinção”, comentou. Já o deputado Adão Villaverde explicou que a questão das fundações que a disputa política vai ocorrer no campo jurídico. “O projeto foi aprovado, mesmo com a nossa contrariedade. A saída agora é a jurídica", disse. 

A artista plástica Zoravia Bettiol disse que o governador José Ivo Sartori está cometendo um crime contra a cultura, o ambientalismo, a ciência e também contra a Fundação de Economia e Estatística (FEE). “O atraso é incomensurável. Onde será colocado todo o material de pesquisa, de documentos e coleções?”, lamentou. Zoravia disse que a extinção das fundações prejudica as futuras gerações. “Estamos, infelizmente, sendo o Estado mais atrasado do Brasil nas mãos do governador José Ivo Sartori”, acrescentou.

A jornalista Cristina Charão, da TVE, considerou a medida de proibir o acesso dos funcionários ao prédio é absolutamente ilegal. “Queremos trabalhar porque a fundação ainda não foi extinta. Outra preocupação é com o acervo da emissora”, acrescentou. A repórter Angélica Coronel, da TVE, afirmou que o governo nunca foi simpático a Fundação Piratini e nunca dialogou com os funcionários. “A tentativa do Executivo é humilhar os trabalhadores, enfraquecer e desmobilizar, mas não vamos desistir de lutar”, comentou.

Recesso remunerado 

O protesto pacífico dos funcionários da Fundação Piratini foi acompanhado por quatro viaturas da Brigada Militar. A Fundação Piratini possui cerca de 200 funcionários. Os trabalhadores da entidade foram comunicados pela direção do recesso funcional remunerado no período de 24 de dezembro a 2 de janeiro de 2017. O retorno ao trabalho dos funcionários está previsto para o dia 3 de janeiro.

A reportagem do Correio do Povo tentou contato com a direção da Fundação Piratini, mas não obteve retorno. A direção informou que o presidente em exercício da fundação, Miguel Oliveira, participou de reuniões durante a manhã na sede da emissora.