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  • 08/04/2016
  • 17:42
  • Atualização: 17:46

Fepam sobrevoa área onde ocorreu vazamento no Litoral Norte

Preocupado com mudança no vento, entidade cogita usar produto químico na água para evitar dano maior

Preocupado com mudança no vento, entidade cogita usar produto químico na água para evitar dano maior | Foto: Divulgação / Denarc / CP

Preocupado com mudança no vento, entidade cogita usar produto químico na água para evitar dano maior | Foto: Divulgação / Denarc / CP

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  • Cíntia Marchi

A Fepam realiza no fim da tarde desta sexta-feira novos sobrevoos para avaliar as condições do petróleo vazado em alto-mar, em Tramandaí, no Litoral Norte. A preocupação é maior do que ontem diante da previsão da mudança da direção do vento, o que poderá facilitar que a mancha seja empurrada para a costa.

De acordo com a Fepam, está sendo providenciada junto ao Ibama a autorização para o uso de um dispersante, se houver necessidade. “É uma espécie de detergente que fará com que a camada fina de petróleo que flutua sobre a água se desmanche ou afunde”, explicou a bióloga da Divisão de Emergência Ambiental, da Fepam, Cleonice Kazmirczak.

O dispersante será usado, conforme Cleonice, em último caso por se tratar de um produto químico. Por medida de segurança, ele pode ser aplicado até a faixa de dois quilômetros de distância da orla. Se necessário, a Transpetro é que será a responsável pela aplicação do reagente.

O derramamento de petróleo ocorreu na noite de quarta-feira. Segundo a Transpetro o vento forte na região provocou a desconexão entre um navio e a monoboia do Terminal Almirante Dutra, no momento do desembarque do produto. Cerca de 2,5 mil litros, que estavam contidos nas válvulas de segurança, vazaram.

As Polícias Civil e Federal já inspecionaram os equipamentos que falharam e abriram inquéritos. Também estão sendo feitas perícias pelo Instituto-Geral de Perícias e o Ministério Publico investiga o caso.