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  • 04/11/2017
  • 16:08
  • Atualização: 16:33

Após tragédia de Mariana, vítimas e autoridades criticam projeto da Renova

Iniciativa é financiada pela empresa Samarco

Após tragédia de Mariana, vítimas e autoridades criticam projeto da Renova | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Após tragédia de Mariana, vítimas e autoridades criticam projeto da Renova | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

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  • Agência Brasil

Após dois anos da tragédia de Mariana, em Minas Gerais, atingidos e autoridades denunciam a demora na reconstrução das casas. Em coletiva de imprensa neste sábado, a Comissão de Atingidos da Barragem de Fundão e promotores

do Ministério Público de Minas Gerais criticaram o projeto de reassentamento feito pela Fundação Renova, financiada pela empresa Samarco. Segundo eles, a proposta da companhia prevê a reconstrução dos imóveis em área de risco.

Na última quarta-feira, o Ministério Público entrou com uma nova ação para garantir o reassentamento e a participação dos atingidos nos projetos. Segundo o promotor do Ministério Público, Guilherme Meneghin, a empresa quer impor um modelo de casa e a reconstrução em áreas de risco.

"Eles querem impor modelo de casa, impor reconstrução em área de risco. Respeite a participação das vítimas. A nova ação é para regular e garantir o reassentamento e a participação das vítimas", disse o promotor. A Comissão de Atingidos defende que a população tem direito de ser reassentada em um local seguro. Desde 2015, o Ministério Público estadual já protocolou 19 ações na Justiça, sendo 17 ações civis e 2 criminais. Além disso, órgãos federais avaliam e acompanham o impacto da lama nos animais da região.

Em nota, a Fundação Renova, instituição responsável pela reconstrução e financiada pela Samarco, informou que nas cidades de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e em Barra Longa, onde vivia a comunidade de Gesteira, os terrenos e projetos urbanísticos foram apresentados às populações e aprovados pela maioria.

Em Bento Rodrigues, no entanto, a Renova disse que o projeto passou por ajustes a pedido dos órgãos reguladores. Então, duas alternativas de ocupação serão apresentadas para a comunidade. Ainda segundo a instituição, a entrega das residências e dos equipamentos públicos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira está prevista para o primeiro semestre de 2019.