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  • 13/02/2017
  • 07:21
  • Atualização: 07:23

Castelo Simões Lopes passará por restauro em Pelotas

Tombada pelo Iphae e construída na década de 1920, a edificação sediará eventos após a obra

Imóvel pertenceu à família do escritor pelotense João Simões Lopes Neto | Foto: Liciane Almeida / Divulgação / CP

Imóvel pertenceu à família do escritor pelotense João Simões Lopes Neto | Foto: Liciane Almeida / Divulgação / CP

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O Castelo Simões Lopes, construído entre 1920 e 1923, em Pelotas, será restaurado. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), o imóvel foi adquirido em 1991 pelo município e virou atração turística. “Realizamos melhorias como a construção de um muro, o isolamento de outro que poderia cair e a limpeza e procuramos interessados em assumir o castelo”, diz o secretário municipal de Cultura, Giorgio Ronna.

Em 2016, foi criada uma lei municipal para a revitalização, restauração e uso criativo de imóveis públicos. Por licitação, do ano passado, o Instituto Eckart será o responsável pelos serviços no castelo. O edital foi elaborado pela Secretaria Municipal de Cultura. “Esta modalidade de licitação preserva o interesse público, além de promover restauro e revitalização de importante local da cidade, contribuindo para revigorar o bairro Simões Lopes”, diz o secretário.

Em dois meses, contados da data da entrega da chave, no último dia 26, devem se iniciar a limpeza e o isolamento com tapumes. Depois disso, os responsáveis terão prazo para abrir o castelo restaurado, devendo proporcionar eventos para a população. O prazo de utilização do imóvel pelo Instituto Eckart é de 180 meses após as obras.

O projeto de restauração tem orçamento previsto de R$ 10 milhões. A execução também será fiscalizada pela Secretaria de Cultura. “O projeto ainda não foi aprovado na prefeitura. Até o fim de março devemos apresentar tudo que será realizado. Os financiamentos são pelas leis de incentivos fiscais e estão tramitando no governo federal, por isso a obra deve se iniciar em 2018”, explica a diretora de projetos do Instituto, Clarice Ficagna.

Com dois pavimentos e um porão, o imóvel também é patrimônio histórico e cultural de Pelotas. O castelo, que pertenceu à família do escritor João Simões Lopes Neto, foi moradia e sediou eventos políticos e sociais.