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  • 29/07/2017
  • 16:57
  • Atualização: 23:02

Pacientes recebem presentes em comemoração aos 24 anos do Imama

Almofadas em forma de coração foram doadas às pacientes que passaram por cirurgia

Almofadas foram confeccionada por internos da Fase | Foto: Samuel Maciel

Almofadas foram confeccionada por internos da Fase | Foto: Samuel Maciel

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Cerca de 30 almofadinhas, chamadas de Corações do Bem, foram distribuídas na manhã de sábado para as pacientes mastectomizadas — que passaram pela cirurgia de retirada da mama por causa do câncer — do Hospital Santa Rita da Santa Casa de Porto Alegre. A iniciativa foi do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) em comemoração aos seus 24 anos de existência.

Antes, um café da manhã festivo foi realizado na sede da entidade na rua Doutor Vale, 157, no bairro Floresta. As almofadinhas na forma de coração, de uso pós-operatório, foram confeccionadas pelos internos da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase). Pacientes de outros hospitais serão as próximas beneficiadas.

A gestora de marketing do Imama, Samsara Nyaya Nunes, lembrou que as mulheres ficam impossibilitadas de encostarem os braços no corpo quando fazem mastectomia e, por isso, o conforto proporcionado pelas almofadas. Ao longos dos 24 anos do Imama foram atendidas milhares de mulheres. “Em oito anos foram 12 mil exames do Mama Móvel”, destacou, acrescentando que se trata de um caminhão equipado com mamógrafo que percorreu o Interior do RS oferecendo mamografias gratuitas.

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Ela constatou um crescimento no número de casos de câncer de mama entre as mulheres gaúchas. Entre as possíveis causas, ela acredita que um dos fatores pode ser “o medo de saber e da possibilidade de ter” algum problema nas mamas. “O mais importante é o autoconhecimento, quanto mais a mulher se conhece e se toca, sabe quando tem uma anomalia ou não”, observou. “Quando detectada precocemente, há 95% de chance de cura. Hoje está muito avançada a medicina”, lembrou.

A gestora de marketing acrescentou que a entidade realiza há 15 anos o projeto “Imama na Escola”, voltado às meninas. “O importante é disseminar a informação. Se a criança recebe a informação, a leva para casa. Desmistificar tornar mais simples, O medo do câncer é o faz a mulher a se afastar do exame”, enfatizou.

Samsara Nyaya Nunes assinalou ainda que a entidade promove o acolhimento das mulheres para que tenham apoio e qualidade de vida ao longo do tratamento, oferecendo diversos serviços como atendimento psicológico, jurídico, palestras, bate-papo com especialistas, oficinas, empréstimos de perucas e lenços, meditação, fisioterapia, orientação nutricional, entre outros.