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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

  • 07/08/2017
  • 11:55
  • Atualização: 11:59

Aplicativo auxilia mulheres que precisam de apoio contra violência de gênero

Serviço para Porto Alegre foi lançado nesta segunda, aniversário da Lei Maria da Penha

Lançamento de função de app ocorreu no aniversário da Lei Maria da Penha | Foto: Samuel Maciel

Lançamento de função de app ocorreu no aniversário da Lei Maria da Penha | Foto: Samuel Maciel

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  • Mauren Xavier

As mulheres de Porto Alegre que precisem de serviço de apoio em função de violência contam com uma nova ferramenta de apoio. Foi lançado oficialmente nesta segunda-feira, aniversário de 11 anos da Lei Maria da Penha, um aplicativo que reúne os serviços de atendimento e esclarecimentos sobre como buscar ajuda em caso de agressão. As informações poderão ser acessadas no aplicativo #EuFaçoPOA, da prefeitura de Porto Alegre.

No ícone “Assistência à Mulher” é possível ver os serviços existentes, como os locais onde há centros de referência, casas de abrigo, delegacias e serviços judiciais, além de hospitais de referência e pronto atendimentos e entidades que atuam em favor da mulher. Segundo a coordenadora de Políticas Públicas Para Mulheres e do Centro de Referência e Atendimento da Mulher de Porto Alegre, Fernanda Machado, o objetivo é facilitar o acesso às informações, além de mostrar às vítimas os diferentes tipos de agressão. “Muitas vezes as mulheres não percebem o que está acontecendo e, em outras, não sabem onde buscar apoio”, explicou.

Em relação aos tipos de violência à mulher, o aplicativo traz os diferentes níveis de agressão e o que deve ser feito. Por exemplo, entre o nível 1 e 9, que envolve piadas ofensivas, chantagens, mentiras, ridicularizar ou humilhação em público, as mulheres devem estar atentas e buscar entidades especializadas para ampliar na conscientização. Mas, se estiver entre os níveis 10 e 18, que consta xingamentos, aranhar, empurrar, controlar e ameaçar, o ideal é que as mulheres reajam buscando centros de referência. Já os casos mais graves, como ameça com armas, abuso sexual e lesão corporal, é preciso buscar urgentemente delegacias ou os centros de referência.

Seminário debateu ações para proteger as mulheres

O lançamento ocorreu pela manhã, durante o Seminário de Valorização e Informação dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre. Realizado na Câmara de Vereadores, o encontro buscou debater ações para coibir esse tipo de crime, aproveitando o aniversário de 11 anos da Lei Maria da Penha. Segundo dados do IBGE, a cada ano mais de um milhão de mulheres são vítimas de violência doméstica no Brasil. “É preciso ampliar o esclarecimento”, afirmou a procuradora especial da Mulher na Câmara de Vereadores, Comandante Nádia.

Presente no evento, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia Paludo, ressaltou que a importância da lei. “A Maria da Penha veio muito contestada. Ela não foi feita só para punir o homem, mas para defender a mulher. Ela precisa se sentir protegida pelo Estado se for agredida”, afirmou a secretária. O debate contou ainda com depoimentos e apresentação de ações em favor ao atendimento da mulher vítima de violência.