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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 31/01/2018
  • 17:32
  • Atualização: 17:44

Comerciantes de tendas da Estrada do Mar lamentam baixo movimento

Proprietários tentam inovar com produtos e serviços nos locais

Comerciantes de tendas da Estrada do Mar lamentam baixo movimento  | Foto: Mauro Schaefer

Comerciantes de tendas da Estrada do Mar lamentam baixo movimento | Foto: Mauro Schaefer

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  • Marco Aurélio Ruas

As tendas espalhadas ao longo da Estrada do Mar estiveram incluídas durante anos na rotina dos veranistas do Litoral Norte. A qualidade dos produtos coloniais e das frutas produzidas na região resultava na fidelidade dos clientes, que incluíam alguma dessas tendas como parada obrigatória no roteiro até a praia. O problema é que nos últimos anos a realidade já não é a mesma.

Alguns proprietários tiveram que readequar seus negócios, enquanto outros tentam inovar na expectativa de melhorar as vendas. “A cada ano vem diminuindo o movimento. Era pra ser o contrário. Tem cada vez mais gente e mais carro nas praias”, disse o proprietário da Tenda Girassol, Varlei Selau Rodrigues, 49 anos, que está há 22 anos próximo da entrada de Praia de Remanso.

Entre as explicações para a baixa do negócio estão a duplicação da BR 101, a crise financeira e o desenvolvimento do comércio nos municípios do Litoral. “Cheguei a ter até oito funcionários trabalhando aqui. Vendia muito. Há cinco anos, vendia cinco mil abacaxis em um dia de Carnaval”, afirmou.

Atualmente, o comerciante tem o auxílio da esposa e do filho no estabelecimento, quando necessário. E apesar do atual momento, o movimento ainda rende com as devidas adequações. “Sempre tem algum movimento. A proximidade com os parques aquáticos e os condomínios ajuda. E quem compra leva bastante coisa”, relatou. Por outro lado, essa não é a realidade de todos.

A cerca de um quilômetro da Tenda Girassol está a Tenda das Artes. Segundo o gerente do local, José Henrique Rosa dos Santos, 22 anos, há dias em que ninguém passa pela porta. “Tem dia que não vem nenhum cliente. Em outros dias aparecem um, cinco ou dez (clientes)”, contou.

O estabelecimento tem outro foco, servindo lanches e bebidas. “O que mais sai é pastel, suco de abacaxi e caldo de cana”, disse o gerente. Mas devido ao baixo movimento, ele pensa em acrescentar algo que aumente as vendas. “Estamos pensando em fazer uma tele-entrega de marmitas pela quantidade de condomínios ao redor”, disse.