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  • 12/10/2018
  • 12:46
  • Atualização: 14:44

Procissão de Motoqueiros atrai milhares de participantes em Porto Alegre

Ato é realizado há 44 anos no feriado de Nossa Senhora Aparecida

Procissão de Motoqueiros atrai milhares de participantes em Porto Alegre | Foto: Guilherme Almeida

Procissão de Motoqueiros atrai milhares de participantes em Porto Alegre | Foto: Guilherme Almeida

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A tradicional Procissão de Motoqueiros de Porto Alegre, realizada há 44 anos no feriado de Nossa Senhora Aparecida, atraiu milhares de participantes na manhã desta sexta-feira. A saída ocorreu na avenida Augusto de Carvalho, junto à Rótula das Cuias, seguindo pela Loureiro da Silva, Presidente João Goulart, Siqueira Campos, Júlio de Castilhos, Conceição, Farrapos, Sertório, Assis Brasil, Francisco Silveira Bittencourt, Plinio Kroeff e Élvio Antônio Filipetto, no Porto Seco, onde foi encerrada.

No local, vendedores de lembrancinhas e de comes e bebes aguardavam os participantes. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Brigada Militar (BM) estiveram presentes em todo o percurso.

Procissão mudou de perfil 

A procissão já não conta mais com a forte presença de grupos organizados de motociclistas como ocorria no passado. Integrante do motogrupo Asas do Sul, o policial militar aposentado Aldemar Teixeira Matos, 56 anos de idade dos quais 32 anos como motociclista, compara com as antigas edições que terminavam no bairro Ipanema. “Agora está muita esculhambação da gurizada. Antigamente era mais ordeira”, lamentou.

Segundo ele, o pessoal das motos estradeiras está “desistindo por causa da gurizada nova de moto que vem empinando no meio”. No Rio Grande do Sul, calculou, existem mais de 200 motos grupos que preferem participar de eventos próprios e encontros em determinados locais nas rodovias. “Andar de moto é o espírito de liberdade”, lembrou.

Pequenas colisões 

O evento, que atraiu a atenção pelo barulho ensurdecedor dos motores, foi marcado por alguns acidentes envolvendo pequenas colisões entre as motos ao longo do trajeto. No entanto, inúmeros motoqueiros e até mesmo caronas estavam sem os capacetes cujo uso é obrigatório por lei. Outros atos de infrações de trânsito também foram registrados, sobretudo o empinamento das motos no meio da pista.

Na chegada da procissão no Porto Seco, muitos dos condutores nem pararam e foram rapidamente embora pois depararam-se com a presença do efetivo da EPTC e da BM posicionado na área. O comportamento levantou a suspeita de existência de irregularidades tanto na documentação dos motociclistas como na situação das motos.