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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 19/04/2018
  • 12:49
  • Atualização: 14:19

Serviços de dragagem do Arroio Dilúvio serão realizados no primeiro semestre

Última operação deste porte no riacho aconteceu em novembro de 2016

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  • Cláudio Isaías

Os serviços de dragagem do Arroio Dilúvio serão realizados ainda no primeiro semestre deste ano. A informação foi divulgada nesta quinta pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb). A última operação deste porte no riacho aconteceu em novembro de 2016. Nesta manhã, ao longo de toda a extensão do local foi possível encontrar restos de galhos, madeiras, garrafas PET, bambonas de água mineral, muitos pneus e até um carrinho de bebê.

Segundo a secretaria, a mudança da programação sobre dragagens decorre do fato do Município priorizar neste momento os trabalhos no arroio Cavalhada, devido a entrega da obra das Casas de Bombas 11A e 11B, que foram construídas nas margens. Para a entrega dessas obras, realizadas no âmbito do Projeto Integrado Socioambiental (PISA), é necessária a contrapartida da prefeitura de Porto Alegre (acordada com o BID).

A contrapartida é a dragagem do arroio Cavalhada, no trecho entre as avenidas Icaraí e Diário de Notícias, na zona Sul da cidade. Logo após a conclusão dos trabalhos no Cavalhada, será iniciada a dragagem do arroio Dilúvio. 

Atualmente as equipes estão no arroio Cavalhada, entre as avenidas Icaraí e Diário de Notícias. Deste local, já foram retiradas mais de 7.625 toneladas de material presente no arroio. O material retirado do arroio Dilúvio é formado basicamente por areia, este resíduo foi classificado, segundo a secretaria, a partir de análises em laboratório credenciado, como classe II-A , o que significa que o mesmo não é perigoso e não inerte - não apresentam perigo para a área onde estão, não são perigosos e não podem contaminar áreas de maneira irreversível.

O material é enviado para aterros com Licença de Operação para recebimento desse tipo de resíduo. Os volumes anuais retirados do Arroio Dilúvio foram, de 93.438 metros cúbicos de janeiro a novembro de 2013; 42.675 de fevereiro a dezembro de 2014 e 37.400 metros cúbicos de janeiro a outubro de 2015. Em 2016, as equipes retiraram 21.840 metros cúbicos de abril a novembro. Em 2017, não foi realizado o serviço dragagem.

Instalada em março de 2016, no Arroio Dilúvio, a Ecobarreira continua ativa ao impedir que resíduos contaminem as águas do Guaíba. Até o final de março deste ano, o total de materiais içados contabilizou 376,5 toneladas. No local, foram retirados plásticos, isopor, folhas, galhos, madeiras e lodo. O sistema já removeu até animais mortos.

O equipamento está posicionado na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Ipiranga, no bairro Praia de Belas. Diariamente, os rejeitos são erguidos pelas gaiolas da Ecobarreira e coletados pelas equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Eles são encaminhados para aterro sanitário, localizado no município de Minas do Leão, distante cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre.