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Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 08/05/2018
  • 21:27
  • Atualização: 21:32

Petroleiros preparam greve contra privatizações de refinarias

Reunião no Rio de Janeiro irá definir o modelo da paralisação, segundo informou presidente do Sindipetro do RS

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  • Heron Vidal

Contrários à agenda de privatizações - proposta em exame para as refinarias de petróleo da Petrobras no Rio Grande do Sul (Refap), Paraná (Repar), Bahia (RLAM) e Pernambuco (Rnest) -, os petroleiros de 13 sindicatos se reúnem nos dias 16 e 17 no Rio de Janeiro.

No encontro avaliarão o resultado das assembleias em seus estados que se estendem até o dia 12 e colocarão em prática as decisões. Quatro sindicatos (do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro) já se decidiram pela greve, aprovada em assembleias gerais.

De acordo com o presidente do Sindipetro/RS, Fernando Maia da Costa, a reunião do Rio de Janeiro definirá o modelo da greve, por exemplo, se será total, por setores, por tempo indeterminado e outros detalhes. No Estado há 1,1 mil petroleiros entre a Refap em Canoas e terminais em Canoas e Osório.

Os 13 sindicatos representam cerca de 35 mil petroleiros de um universo no país calculado em 64 mil trabalhadores. "A privatização reproduzirá o que aconteceu com a privatização dos polos petroquímicos: desemprego e queda nos salários de quem ficou, a economia perde com isso", disse.

No Polo de Triunfo, conforme Maia da Costa, houve corte de 75% dos trabalhadores com a privatização e forte queda salarial. "É isso que é bom para o Brasil?", questionou. Hoje, afirmou, a Petrobras está operando suas refinarias com 65% da capacidade de refino.

Essa medida atende somente aos interesses setor privado importador de derivados de petróleo. Ao mercado consumidor os preços continuarão dolarizados, mesmo que mudem governos. Em 2013 havia 80 importadores e hoje há mais de 300 empresas nesse ramo. A privatização das refinarias levará ao desemprego e importação em vez do refino, ressaltou o Sindipetro/RS.